Carlinhos Maia abre o jogo sobre críticas da comunidade LGBTQIA+: 'Querem que eu bata leque'
Influenciador comenta sobre rótulos, expectativas e a própria forma de militância em entrevista exclusiva ao portal LeoDias
Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, Carlinhos Maia abordou de forma franca sua orientação sexual e as críticas que recebe de parte da comunidade LGBTQIA+. O influenciador explicou que não se sente confortável com rótulos e por que acredita que nem sempre é visto como um "representante".
"Não gosto de rótulos, porque acho que rótulos lhe definem demais. Tipo: 'você é gay', então você passa a ser só gay, e tem muita coisa para ser", declarou.
Questionado sobre o motivo de algumas pessoas LGBTQIA+ não simpatizarem com ele, Carlinhos admitiu que já cometeu equívocos no passado. "Alguns eu acho que têm razão por falas que eu já disse lá atrás. Não tem problema", afirmou. Porém, ele acredita que parte das críticas também está ligada a rivalidades internas e à expectativa de comportamento público.
"Eu acho que, em grande parte, é porque tudo que é igual não se gosta. Tem as mulheres com as rivalidades femininas e tem essa coisa dos gays. Eu acho que a minha militância foi silenciosa. Eu abri muito mais cabeças de mães e pais do que a maioria desses viados aí que falam deles para eles, isso é fato", disse.
Segundo Carlinhos, há uma cobrança para que ele adote uma postura mais performática ou militante. "Eu acho que eles querem uma coisa de mim: que eu mude a minha personalidade, que eu me transforme, que eu bata leque, que eu não sei o quê. Mas cada um tem o seu jeitinho."
O influenciador também questionou o próprio conceito de "comunidade", termo que diz não gostar. Para ele, o movimento LGBTQIA+ já extrapolou a ideia de grupo restrito. "Já tem gente demais para ser uma comunidade; é uma cidade, já virou um país", afirmou.
Carlinhos defende que sua contribuição ocorre de maneira diferente, por meio de geração de empregos e exemplo de vida. "A minha militância é silenciosa; a minha militância é quando eu dou 200 empregos, que é o que eu faço. Quando eu mostro que é possível ter uma vida normal sem estar toda hora gritando."
Ele criticou ainda o que considera excesso de confrontos. "Eu acho que a fase do grito já passou e muitos não entenderam e continuam gritando, e isso vai gerar uma nova guerra. Já gritou, amor. Agora é trabalhar. E aí? Está estudando? Está fazendo o quê?"
Carlinhos reforçou que sua trajetória digital não se baseou em sua orientação sexual. "Eu não bombei por ser gay. Eu vim me assumir quando eu já estava famoso, e a comunidade nunca me ajudou com nada. Eram as mães que me assistiam, eu mostrando a minha relação como homem gay com a minha mãe, dizendo: 'Aceite seu filho'."
Ao final, o influenciador disse estar em paz com sua história e com a forma como escolheu se posicionar. "Eu sou muito feliz com a minha história. Era para ser como foi. Eu não ataco ninguém", concluiu.
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