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Briga com irmãos e herdeira da Band: quem era Nonô Saad, que morreu aos 76 anos

Filha mais velha do fundador do Grupo Bandeirantes, Nonô teve papel fundamental na difusão internacional da empresa

10 fev 2025 - 13h26
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Maria Leonor de Barros Saad era a filha mais velha do criador da Band
Maria Leonor de Barros Saad era a filha mais velha do criador da Band
Foto: Reprodução

Maria Leonor de Barros Saad, a Nonô Saad, morreu aos 76 anos na noite de domingo, 9, em São Paulo. Ela era uma das herdeiras do Grupo Bandeirantes e filha mais velha de João Jorge Saad (1919-1999), fundador da emissora. Ela deixa três filhos e quatro netos. A causa da morte ainda não foi divulgada.

"Ex-diretora da Band, Nono, como ela era conhecida, teve um papel fundamental na preservação do acervo histórico de 88 anos das emissoras do grupo. Além disso, foi responsável pela coordenação de venda de programas da emissora para TVs ao redor do mundo", disse a Band em nota à imprensa.

Atualmente, o Grupo Bandeirantes é presidido pelo também herdeiro Johnny Saad. No entanto, em 2014, ele foi acusado pelas irmãs Nonô, Marisa e Márcia, de não conseguir gerenciar as finanças do grupo. Apenas Ricardo Saad, um dos acionistas, ficou ao lado do irmão. A informação foi revelada pelo BrazilJournal

Briga entre herdeiros

João Jorge Saad era genro de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo e dono da Rádio Bandeirantes. O empresário casou com Maria Helena de Barros, filha de Adhemar, e, posteriormente, transformou a rádio em um dos maiores grupos de comunicação do Brasil. 

Johnny assumiu a direção do Grupo Bandeirantes após a morte do patriarca da família, João Jorge Saad, em outubro de 1999. A matriarca da família já havia morrido três anos antes.

Para cada irmão Saad, foram entregues 20% em ações da empresa. Depois de 15 anos à frente dos negócios, a gestão de Johnny passou a ser quetionada pelas irmãs em 2014, principalmente por Márcia e Nonô, que tentaram destituir o irmão do cargo. 

Segundo o BrazilJournal, no mesmo ano as irmãs pressionaram por um acordo de acionista. No contrato, estariam previstas duas cláusulas importantes: o cargo de CEO precisaria ser renovado a cada três anos, e o Grupo Bandeirantes deveria contratar um CFO externo para profissionalizar a gestão.

Após o acordo, a empresa continuou a ser presidida por Johnny e ganhou a entrada da CFO Magali Leite, ex-Claro. Em 2019, a dívida da empresa chegava a R$ 1,2 bilhão, o que na época correspondia a mais de oito vezes a geração de caixa. Na época, ficou decidido que Johnny seria afastado do cargo, com um acordo para que ele ficasse à frente do grupo até 2026.

Além de ser acionista da Band, Ricardo Saad, irmão que tomou o lado de Johnny, é dono da empresa de call center Sercom. Em dezembro de 2024, a empresa foi investigada de um suposto esquema de desvio de R$ 10 milhões. A informação foi noticiada pela própria Rádio Bandeirantes.

Marisa Saad ficou responsável por administrar as propriedades rurais da família, enquanto Márcia Saad assumiu a presidência do Instituto Band, o "braço social" do grupo.

Uma nova figura da família começou a despertar o interesse pela gestão da empresa. O primogênito de Nonô, José Saad Duailibi, é um dos netos do fundador que se preocupam com o futuro do Grupo Bandeirantes. Ele chegou a dirigir a filial da emissora em Minas Gerais.

Solidariedade 

Em nota, o Governo de São Paulo lamentou a morte de Nonô. "O Governo de São Paulo lamenta o falecimento da empresária Maria Leonor de Barros Saad, ocorrido nesta segunda-feira (10), aos 76 anos. Filha mais velha do fundador do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Jorge Saad, é ex-diretora da emissora e foi responsável pela conservação do acervo histórico do Grupo. Nossos sentimentos aos filhos, netos e demais familiares e amigos."

A Record também emitiu uma nota de pesar à família Saad. "Expressamos as mais profundas condolências e solidariedade ao presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad [Johnny], bem como à toda família Saad. Nono deixa um legado inestimável à história da televisão brasileira pelo seu trabalho na preservação do acervo de 88 anos da Band, no rádio e na TV, assim como outras atividades no Grupo."

Fonte: Redação Terra
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