Após 19 anos, Guilherme Fontes diz que estreia Chatô em 2014
Guilherme Fontes é o entrevistado da revista Status deste mês. Em uma conversa franca, ele falou sobre Chatô – O Rei do Brasil, filme que está em produção desde 1995 e o levou a ser acusado de mau uso de dinheiro público.
“Não tive canal para contar. E o que eu contei ninguém acreditou! O fato é que uma mentira repetida vira verdade”, disse. O ator afirmou ainda que tudo não passou de uma conspiração dos tubarões do cinema nacional contra um estreante atrevido.
"Os nomes são terríveis, envolvem pessoas famosas e respeitadas. Não há condições de citá-los. Tenho na cabeça uma peça de teatro com o título: 'Esse Otário Sou Eu'. É assim como eu me sinto”, desabafou.
Guilherme Fontes teve irregularidades apontadas nas contas da produção do filme e foi condenado a devolver R$ 36,5 milhões ao Estado. Em 2010, foi condenado a três anos, um mês e seis dias de reclusão por sonegação fiscal.
"Durmo tranquilo porque nunca desviei um real. Essas duas condenações são uma piada. O que captei de fato foram R$ 12 milhões. Recebi R$ 8,6 milhões, que investi integralmente no projeto. Quando você quer destruir alguém, basta mandar fiscais. Caí na besteira de dizer: 'podem vir os fiscais'. Só que eles vieram mesmo, vieram todos! O Brasil é fake! É uma história complicada", opina.
Apesar de tudo isso o ator de Além do Horizonte garantiu que o filme será lançado em breve. "Filmei em 1999, 2002 e 2004. Nunca houve uma filmagem cancelada, nada que denotasse falta de profissionalismo. Ele está com 1 hora e 53 minutos. Acabou. Levei três anos para filmar 80% e quase 14 para fazer 20%. Está faltando um dinheirinho para fazer a trilha sonora e a computação gráfica", contou.
"Se tivesse desviado dinheiro, esse filme já tinha acabado há tempos. Vou estrear este ano. E vai ser uma coisa muito louca. As pessoas vão se surpreender. Está quase, está quase", disse. O ator negocia com a Globo a compra do longa para a TV.