Antonia Fontenelle interpreta travesti no teatro
- GUILHERME SCARPA
- Rio de Janeiro
Antonia Fontenelle é daquelas atrizes que faz jus ao título de multifacetada, ainda que o termo pareça um tanto clichê. Mas a garra que ela tem para jogar nas 11 é mesmo impressionante. "Sempre tive o espírito empreendedor", diz ela, que reestreia nesta terça-feira (18) a peça Vidas Divididas, de Maria Adelaide Amaral, no Teatro Clara Nunes - em que interpreta um travesti.
Além da temporada, que segue até julho, Antonia assina o argumento e a produção de elenco do filme Assalto ao Banco Central, dirigido por seu marido, Marcos Paulo. No longa, ela será a namorada da personagem de Giulia Gam, que vive uma policial. "É uma aparição rápida. A personagem dela, Telma, sempre fala com a Regina pelo telefone. Mas, um dia, ela aparece na delegacia para fazer uma visitinha", diverte-se Antonia, feliz da vida com a variedade de personagens que anda interpretando. "É travesti, é lésbica... agora só falta eu fazer uma cabra", gargalha ela.
Responsável pelo primeiro longa-metragem dirigido por Marcos Paulo, ela celebra. "Eu o puxei e sacudi um pouco para tirá-lo das novelas. Ele sempre quis dirigir um filme. Aí, eu vim com a história do Assalto", conta ela, que também é dirigida por ele na peça. "Falei assim: 'Você é respeitado, tem nome, é a grande porta para eu brincar um pouco'", afirma.
A atriz convenceu o diretor a embarcar no projeto da peça na Grécia. "Estava uma lua linda, ele tinha tomado uns drinques! Na peça, a Gisele dubla Maria Callas. É um mulherão, mas tem algo no meio", explica.