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Amante de Madoff afirma que especulador não é "bem dotado"

18 ago 2009 - 16h08
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Sheryl Weinstein, a vítima de Bernard Madoff que diz ter mantido durante anos um relacionamento afetivo com ele, afirma em um livro que o especulador, condenado pela maior fraude da história de Wall Street, "não é bem dotado", informou hoje o jornal "Daily News".

Weinstein decidiu se vingar do ex-amante em "Madoff''s Other Secret: Love, Money, Bernie and Me" ("O outro segredo de Madoff: Amor, Dinheiro, Bernie e eu"), um livro ao qual o jornal teve acesso e no qual revela os segredos na cama daquele que foi um dos financistas mais respeitados de Nova York.

"Este homem não é dotado", assegura Weinstein, de 60 anos, quando conta a primeira vez em que, em 1993, manteve uma relação sexual com Madoff, a quem conheceu há 21 anos durante uma reunião de trabalho quando era encarregada das contas da entidade Hadassah, o grupo de mulheres sionistas dos Estados Unidos.

Essa primeira noite se deu em um hotel de Washington, aonde os dois tinham ido a trabalho, e Madoff, que agora cumpre uma sentença de 150 anos de prisão por roubar bilhões de dólares dos clientes, ligou na manhã seguinte para dizer à amante: "Agora já me conhece bem".

A mulher, casada há 37 anos, conta no livro, que será publicado pela editora St. Martin''s em 25 de agosto, desde os primeiros passos de sua aventura amorosa, "quando tudo eram beijos e carícias", até as cenas mais íntimas de uma relação que durou um ano.

Apesar da decepção que Weinstein confessa ter sentido na primeira noite, ela assegura que Madoff conseguiu levá-la de novo à cama em várias ocasiões, nas quais visitaram os hotéis mais luxuosos de Manhattan.

Segundo ela, na primeira vez que ambos se encontraram "não houve sexo" e foi em um hotel que se encontrava a apenas duas quadras da cobertura onde o financista vivia com a esposa, Ruth, e seus filhos.

"Madoff sabe beijar muito bem", assegura Weinstein no livro, no qual também reconhece que fumava maconha antes de manter relações sexuais com o especualdor, um hábito que, segundo Madoff teria lhe confessado, a esposa deste também tinha.

A autora do livro assegura que o caso começou a esfriar em 1994, quando o amante começou a se sentir mal por enganar a mulher e a se preocupar com a possibilidade de a aventura vir a público, pelo que os dois decidiram acabar com o romance.

EFE   
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