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Frankenstein (2025): a nova era do clássico gótico e suas 9 indicações ao Oscar

O lançamento de Frankenstein (2025) recolocou a clássica criatura no centro do debate cinematográfico.

7 fev 2026 - 09h02
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O lançamento de Frankenstein (2025) recolocou a clássica criatura no centro do debate cinematográfico. Desta vez, a narrativa foca dilemas éticos e impactos sociais da tecnologia. A nova versão, dirigida por cineastas da geração pós-streaming, dialoga com temas como inteligência artificial, bioengenharia e vigilância de dados. Mesmo assim, o filme preserva a atmosfera gótica que transformou o romance de Mary Shelley em referência permanente. Em 2026, essa releitura acumulou 9 indicações ao Oscar e atraiu a atenção da crítica. A produção resgata um ícone do horror para discutir medos contemporâneos de forma direta.

O filme mantém a espinha dorsal da história original: um cientista obcecado, uma criatura rejeitada e o preço da transgressão científica. No entanto, a narrativa reorganiza esses elementos para falar diretamente ao público de 2025. O cenário não se limita mais ao laboratório sombrio. Agora, a trama inclui centros de pesquisa de alta tecnologia, grandes corporações e ambientes digitais. A criatura também deixa de ser apenas um conjunto de partes de cadáveres animadas. Embora, o ser se torna um híbrido entre corpo biológico reconstituído e sistemas de inteligência artificial. Essa mudança cria novas camadas de conflito dramático e intensifica o debate sobre a fronteira entre humano e máquina.

cinema -depositphotos.com / SeventyFour
cinema -depositphotos.com / SeventyFour
Foto: Giro 10

Frankenstein (2025): o que mudou na essência da história?

A principal diferença de enredo entre Frankenstein (2025) e versões anteriores surge na forma como a narrativa distribui responsabilidades pelo surgimento da criatura. Em boa parte das adaptações clássicas, o público enxerga Victor Frankenstein como quase único culpado. Muitos filmes retratam o personagem como gênio isolado que desafia as leis da natureza. Na nova leitura, porém, um conglomerado tecnológico internacional financia o projeto que dá origem à criatura. Os investidores buscam aplicações militares e médicas, o que transforma a experiência científica em empreendimento coletivo, burocrático e sujeito a conselhos corporativos.

Essa escolha desloca o eixo dramático. A criatura deixa de resultar apenas da hubris de um indivíduo. Agora, o ser encarna o produto de um sistema econômico que incentiva a ultrapassar limites éticos em troca de lucro e poder. O personagem de Frankenstein, ainda central, aparece preso entre o desejo de reconhecimento acadêmico e a pressão por resultados comerciais. Já a criatura ganha contornos mais complexos. Em vez de funcionar apenas como corpo reanimado e confuso, o ser apresenta memória fragmentada de múltiplas identidades. Além disso, aprende por meio de redes neurais conectadas à internet. Como consequência, amplia sua capacidade de refletir sobre si mesma e questionar a sociedade que a criou.

Quais são as 9 indicações ao Oscar de Frankenstein (2025)?

Segundo listas publicadas em 22 de janeiro de 2026, veículos especializados como VarietyThe Hollywood ReporterIndieWire e grandes portais de entretenimento destacaram Frankenstein (2025) como um dos filmes da temporada. As publicações registraram 9 indicações ao Oscar. As categorias mencionadas por essas organizações de imprensa foram:

  1. Melhor Filme
  2. Melhor Direção
  3. Melhor Ator (intérprete de Victor Frankenstein)
  4. Melhor Ator Coadjuvante (intérprete da criatura)
  5. Melhor Roteiro Adaptado
  6. Melhor Direção de Arte
  7. Melhor Maquiagem e Cabelo
  8. Melhores Efeitos Visuais
  9. Melhor Trilha Sonora Original

As publicações destacaram o equilíbrio entre efeitos digitais de última geração, cenografia física e maquiagem prática. Esse conjunto reforça o clima gótico e, ao mesmo tempo, garante um visual alinhado ao cinema de ficção científica da década de 2020. Além disso, muitos críticos apontaram o roteiro como um dos grandes trunfos. O texto adapta o romance de Mary Shelley em diálogo com debates sobre direitos digitais, dados pessoais e limites da automação. Essa abordagem contemporânea fortaleceu a presença do filme nas categorias de roteiro e direção. Paralelamente, comentaristas elogiaram a trilha sonora, que mescla temas orquestrais sombrios com texturas eletrônicas discretas.

Como o novo Frankenstein se diferencia das versões clássicas?

Ao longo da história do cinema, o mito de Frankenstein aparece em tons variados. Cineastas já exploraram horror expressionista, drama romântico, sátira, animação familiar e releituras futuristas. A produção de 1931, por exemplo, consagrou a imagem do monstro com parafusos no pescoço e grunhidos inarticulados. Esse filme se concentra mais no impacto visual e na atmosfera de terror do que na perspectiva da criatura. Outras versões posteriores exploram o lado romântico, a perseguição da multidão e a culpa do cientista. Em geral, porém, essas leituras mantêm a criatura como figura mais reativa do que reflexiva.

Já em Frankenstein (2025), o arco dramático da criatura ganha espaço equivalente, ou até superior, ao de Frankenstein. O roteiro investe em diálogos extensos, mas objetivos, em que o ser criado discute livre-arbítrio, consentimento e direito de existir. A narrativa utiliza recursos como diários em vídeo, registros de laboratório e simulações em realidade virtual para expor esses conflitos. Em vez de apenas fugir da sociedade, a criatura tenta negociar sua permanência no mundo. Dessa forma, o ser dialoga com ativistas digitais, pesquisadores independentes e grupos que a enxergam como símbolo de minorias experimentais. Essas pessoas também relacionam a criatura a indivíduos afetados por tecnologias invasivas, como implantes não regulados e sistemas de vigilância algorítmica.

Impacto temático e recepção crítica da nova adaptação

O material de imprensa e as análises publicadas em 2025 e 2026 indicam um alinhamento entre o filme e um movimento recente de revisitar clássicos da literatura. Essa tendência coloca o foco em questões éticas contemporâneas. O nome Frankenstein volta a se associar não apenas ao medo da ciência sem limites, mas também à inquietação com algoritmos opacos, experimentos com DNA e uso militar da inovação. Assim, o enredo ultrapassa a tragédia pessoal do cientista e amplia o debate. A história alcança conselhos de ética, assembleias de acionistas e audiências públicas transmitidas em tempo real.

A recepção crítica registrada por revistas especializadas mostra que a obra estimula discussões sobre responsabilidade compartilhada. Embora, os críticos ressaltam a divisão de deveres entre criadores, empresas e instituições reguladoras. Ao atualizar o mito para um cenário em que dados, corpos e códigos se misturam, Frankenstein (2025) reforça a ideia de que a criatura não representa um ser isolado. Em vez disso, o filme apresenta o personagem como espelho das estruturas sociais e tecnológicas de seu tempo. Esse reposicionamento contribuiu para a grande visibilidade do filme na temporada de premiações. Além disso, fortaleceu as 9 indicações ao Oscar destacadas pela imprensa em 22/1/2026. Muitos comentaristas também notam afinidades temáticas com obras como "Ex Machina" e "Blade Runner 2049", embora a nova adaptação mantenha raiz mais gótica.

Elementos que aproximam Frankenstein (2025) do público atual

Entre os recursos usados para conectar o novo Frankenstein ao público contemporâneo, vários elementos chamam a atenção. A produção utiliza arquivos holográficos, registros em nuvem e debates em redes sociais fictícias dentro do próprio filme. Esses dispositivos narrativos mostram como o medo em torno da criatura se espalha de forma acelerada. Embora, ao mesmo tempo, revelam o processo de construção de sua imagem pública, aspecto pouco explorado em adaptações anteriores. Assim, a figura do "monstro" deixa de depender apenas do olhar dos personagens em cena. Agora, campanhas, vazamentos e manipulações de informação moldam a percepção coletiva sobre o ser.

  • Atualização científica: o experimento mistura edição genética, próteses avançadas e sistemas de IA, além de protocolos de segurança que falham por influência política.
  • Dimensão política: conselhos governamentais e organizações civis reagem às consequências do projeto e exigem transparência nos testes.
  • Conflito interno: tanto Frankenstein quanto a criatura enfrentam dilemas de identidade e pertencimento em um mundo hiperconectado, saturado de vigilância.
  • Uso simbólico: a criatura surge como metáfora de tecnologias criadas sem plena previsão de seus efeitos, especialmente em contextos de guerra e desigualdade.

Com isso, Frankenstein (2025) se afasta de leituras mais lineares do mito e adota um enredo que combina horror gótico, drama científico e crítica social. As 9 indicações ao Oscar, amplamente divulgadas pela imprensa internacional em 22 de janeiro de 2026, consolidam essa adaptação como uma das versões mais comentadas da história do personagem. O filme também marca uma nova fase para o clássico gótico no cinema e inspira debates em universidades, clubes de leitura e fóruns online sobre ética da inovação.

filme – depositphotos.com / HayDmitriy
filme – depositphotos.com / HayDmitriy
Foto: Giro 10
Giro 10
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