Feira NaFoz reúne artesanato e obras de Chico da Silva no Museu da Cidade do Recife
Programação inclui representantes de diferentes polos de produção artesanal pernambucana, gastronomia e música durante dois dias.
Neste fim de semana, o Museu da Cidade do Recife sedia a Feira NaFoz, evento gratuito que reúne artesanato regional, gastronomia, literatura e discotecagem no Forte das Cinco Pontas. Com a presença de mestres artesãos de polos como Caruaru e Tracunhaém, além de produtos indígenas, o grande destaque é a exposição "Chico da Silva — Inventário de um Imaginário", que exibe 13 pinturas do renomado artista acreano, famoso pelas cores vibrantes e representações de animais fantásticos.
Peças de cerâmica, produções autorais e pinturas de animais fantásticos vão compartilhar espaço no Forte das Cinco Pontas neste fim de semana. A Feira NaFoz acontece no sábado, 17 de outubro e no domingo (18), das 13h às 19h, no Museu da Cidade do Recife, com entrada gratuita.
O encontro reúne artesãos, designers e artistas de Pernambuco e de outros estados. A programação também inclui livros infantis, gastronomia e discotecagem, com participação do DJ Pepe Jordão.
Entre os convidados estão representantes de diferentes polos de produção artesanal pernambucana. Do Alto do Moura, em Caruaru, participam a família Rodrigues, representada pela Mestra Socorro Rodrigues, e Zezinho Muriçoca.
Tracunhaém estará presente com Mestre Raimundo Rafael, conhecido pelas frutas de barro, e Mestre Nildo. De Belo Jardim, chegam Cida Lima, com suas cabeças de cerâmica, e Carol dos Tatus, que apresentará uma coleção de vasos e tamanduás.
A seleção inclui ainda Dunga Sampaio, do Cariri cearense, e o Coletivo Moingobé, com produtos indígenas de diferentes etnias. A organização e a curadoria da feira são de Isabela Cunha, Germana Valadares e Marly Queiroz.
13 obras de Chico da Silva
Um dos destaques será a exposição "Chico da Silva — Inventário de um Imaginário", apresentada pelo Instituto Chico da Silva. A mostra reúne 13 pinturas de médios e grandes formatos, marcadas por criaturas fantásticas, cores vibrantes e formas que caracterizam a produção do artista.
O texto curatorial, assinado por Gerciane Oliveira e Kadma Marques, aproxima a trajetória do pintor da cena artística pernambucana, considerando experiências de criação coletiva em Fortaleza e no Recife.
Nascido no Acre, por volta de 1910, Francisco Domingos da Silva desenvolveu sua trajetória em Fortaleza. Antes de trabalhar com papel e guache, desenhava peixes, cobras e aves com carvão nos muros de casas de pescadores.
Nos anos 1960, reuniu artistas que ficaram conhecidos como Escola do Pirambu. Em 1966, recebeu uma menção honrosa na Bienal de Veneza. Sua produção alcançou reconhecimento internacional e integra coleções como a Tate, em Londres.
Encontro ocupa monumento histórico
A feira será realizada em um espaço ligado à memória da capital pernambucana. O Forte das Cinco Pontas foi erguido originalmente pelos holandeses em 1630 e hoje abriga o Museu da Cidade do Recife.
O acervo da instituição reúne fotografias, mapas e fragmentos arqueológicos que ajudam a contar a transformação urbana do Recife, do século XVII aos dias atuais.
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