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'Música tem que ser eterna, não chiclete': 7 frases de Benito di Paula e sua perspicácia

Cantor, um dos principais da música brasileira, morreu neste domingo aos 84 anos de idade; relembre entrevistas

18 out 2026 - 22h36
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Resumo
Ícone da MPB, Benito di Paula morreu aos 84 anos em São Paulo após lutar contra um câncer. Conhecido pela sinceridade, o músico rejeitava rótulos como "cafona", definindo-se como "pianeiro" do povo e com diploma da vida. Defensor da arte atemporal, criticava a indústria de canções descartáveis e as rádios, afirmando que tocava por pura necessidade e que sua trajetória valeu a pena.

Benito di Paula, um dos principais nomes da MPB, morreu neste domingo, 18, aos 84 anos de idade. Ele tratava um câncer há cerca de um ano e vinha internado num hospital em São Paulo. Conhecido por seu jeito sincero e, por vezes, brincalhão, colecionou frases marcantes em entrevistas ao longo da vida.

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Relembre abaixo sete declarações de Benito di Paula em entrevistas a jornais ou programas de TV ou trechos de músicas.

'Eu sou o povo, meu diploma é da vida'

  • "O povo é carente de cultura. Eu sou o povo, graças a Deus. Morei no morro da Formiga, na favela, nas bocas de Santos. Meu diploma é da vida."

Benito di Paula em entrevista à seção Palavra Cruzada do Jornal da Tarde, em 23 de novembro de 2009.

'Música tem que ser eterna, não chiclete'

  • "Parece que o Brasil tem uma música só. Música virou um produto com um tempo para tocar. Acho engraçado, porque música tem que ser eterna. Não é chiclete, que mascou e joga fora."

Benito di Paula em entrevista à Folha de S. Paulo publicada em 10 de outubro de 1997.

'Não toco por ouvido, toco por necessidade'

  • "Não toco nem por música e nem por ouvido. Toco por necessidade! [risos]"

Benito di Paula, em tom bem-humorado, durante sua entrevista a Danilo Gentili no The Noite, do SBT, em junho de 2017.

Benito di Paula durante show em São Paulo em 2009; cantor, conhecido por suas frases marcantes, morreu em 18 de outubro de 2026, aos 84 anos de idade.
Benito di Paula durante show em São Paulo em 2009; cantor, conhecido por suas frases marcantes, morreu em 18 de outubro de 2026, aos 84 anos de idade.
Foto: Paulo Pinto/Estadão / Estadão

'Eu quero que a rádio se dane!'

  • "Eu quero que a rádio se dane! Se não tocam a mim, é porque não conhecem, por exemplo, Emílio Santiago, Paulinho da Viola, que também não tocam. Eu, pelo menos, não ouço. Não é só Benito Di Paula. Tem um monte. Mas esse monte não é unido."

Benito di Paula em entrevista à seção Palavra Cruzada do Jornal da Tarde, em 23 de novembro de 2009.

'Não sou garrafa para ser rotulado'

  • "Não sou garrafa de refrigerante para ser rotulado. É falta de cultura de quem falava isso. Até hoje me apresento de smoking e gravata borboleta. Achavam que sambista tem que cantar de camiseta rasgada, suja."

Benito di Paula, em resposta à pergunta "Incomoda ser definido como samba-brega ou cafona?", em entrevista à Folha de S. Paulo publicada em 10 de outubro de 1997.

'Não sou pianista, sou 'pianeiro''

  • "Sei que a minha música é a mais simples de todas. Minha música é popular. Gosto do popular, do povão, mesmo. Inclusive, digo que não sou sambista, sou 'sambeiro' [risos]. Não sou pianista, sou 'pianeiro' [risos]."

Benito di Paula em entrevista à Folha de S. Paulo publicada em 10 de outubro de 1997.

'Tudo que vivi valeu a pena'

  • "Tudo o que eu vivi valeu a pena. Eu me recordo de toda cena. Tudo se modificou. Se eu errei, foi do meu jeito".

Benito di Paula na letra de Meu Retrato, de sua autoria, lançada em 2021.

Estadão
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