Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
AO VIVO
Eleições no Terra: confira como foi a apuração do 1º turno
Publicidade

Ex-príncipe Andrew processa polícia por mandados relacionados a Epstein

5 out 2026 - 13h52
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O ex-príncipe Andrew acionou a Justiça para anular mandados de busca ligados à sua prisão em fevereiro, sob suspeita de vazar documentos governamentais sigilosos a Jeffrey Epstein entre 2001 e 2011. Apesar da contestação sobre a validade dos mandados pela Polícia de Thames Valley, especialistas indicam que a medida não deve travar a investigação por má conduta pública. O irmão do rei Charles nega as acusações, mas o escândalo sobre seus vínculos com Epstein mantém a realeza em forte crise.

O irmão mais ‌novo do rei Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, está entrando com uma ação judicial contra a polícia para contestar os mandados relacionados à sua prisão por suspeita de má conduta no exercício de cargo público, devido a alegações de que ele teria enviado documentos do governo a Jeffrey Epstein.

O gabinete judicial do Reino Unido, parte do serviço público ⁠não político, informou nesta segunda-feira que uma audiência será realizada na quinta-feira, após o ‌ex-príncipe ter solicitado a anulação dos mandados de busca emitidos como parte de sua prisão em fevereiro.

O gabinete judicial forneceu apenas informações limitadas sobre os fundamentos da contestação ‌dos mandados. Especialistas jurídicos afirmaram que mesmo uma ‌contestação bem-sucedida com base em fundamentos técnicos pode não interromper a investigação mais ⁠ampla sobre a conduta do ex-príncipe.

O segundo filho da falecida rainha Elizabeth negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e disse que se arrepende da amizade entre eles. Seu advogado não respondeu a um pedido de comentário.

Ele foi preso sob suspeita de vazar documentos confidenciais do governo para o falecido Epstein, condenado por crimes sexuais, quando ‌o então príncipe atuava como representante especial britânico para o comércio, entre 2001 e 2011. ‌A polícia ainda não o ⁠indiciou e a ⁠investigação continua em andamento.

A prisão de Mountbatten-Windsor e a indignação sobre sua relação com Epstein deixaram ⁠a família real britânica diante de uma de ‌suas piores crises em 90 ‌anos.

MANDADOS POLICIAIS EM DESTAQUE

A Polícia de Thames Valley, responsável pela prisão, confirmou que está envolvida em um processo judicial relacionado aos mandados obtidos junto à Corte Penal Central, amplamente conhecida como Old Bailey. A polícia se recusou a fazer ⁠mais comentários.

O gabinete judicial informou que a audiência desta quinta-feira, que terá início a portas fechadas, está relacionada a uma tentativa da polícia de restringir o acesso a documentos judiciais, sem fornecer mais detalhes.

Caso Mountbatten-Windsor consiga anular os mandados de busca, a investigação ainda poderá prosseguir sem alterações, ‌afirmou Nick Vamos, sócio do escritório de advocacia Peters & Peters.

"Mesmo que houvesse alguma falha técnica nos mandados originais, se isso puder ser sanado, a Corte da Coroa poderá ⁠simplesmente permitir que a polícia mantenha todo o material de qualquer maneira", disse Vamos, que não está diretamente envolvido no caso.

Em fevereiro, Mountbatten-Windsor foi interrogado durante todo o dia por detetives. Uma fotografia da Reuters que capturou o ex-príncipe ao sair da delegacia mostrou-o aparentemente em estado de choque.

Ele foi forçado a renunciar a todas as funções oficiais da realeza em 2019 devido a seus laços com Epstein e, em outubro passado, teve seus títulos e honrarias retirados por seu irmão mais velho, após novas revelações sobre a relação entre os dois. Epstein foi encontrado morto em sua cela na prisão de Manhattan em agosto de 2019, em um caso considerado suicídio.

A notícia da ação judicial foi divulgada pela primeira vez pelo Daily Telegraph.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra