Veneza conhece os vencedores do Festival de Cinema
O ator britânico Colin Firth, a atriz russa Kseniya Rappoport e a diretora Shirin Neshat ganharam os prêmios de Melhor Ator, Atriz e Melhor Direção, respectivamente, neste sábado (12), no Festival Internacional de Cinema de Veneza.
» Colin Firth é melhor ator de Veneza por 'A Single Man'
» Pepe Diokno ganha prêmio por melhor ópera prima
» Diretora iraniana ganha Leão de Prata em Veneza
Firth conquistou a Copa Volpi de Melhor Ator como protagonista do filme A Single Man, na estreia do costureiro americano Tom Ford como diretor. No filme, o ator vive George Falconer, um professor homossexual de 52 anos que dá aulas em Los Angeles e sofre com as lembranças do namorado morto em um acidente de trânsito.
"Este país sempre me presenteou. Com a cultura, a literatura, o cinema, a arte e a culinária, a grappa (bebida) e me deu, inclusive, uma mulher belíssima e duas crianças maravilhosas", disse emocionado, referindo à Itália.
A atriz russa Kseniya Rappoport conquistou a Copa Volpi de Melhor Atriz com a sua atuação no longa-metragem La Doppia Ora, do diretor italiano Giuseppe Capotondi.
Rappoport interpretou Sonia, uma misteriosa empregada eslovena de um hotel em Turim que se envolve em roubos para conseguir o dinheiro suficiente para recomeçar vida nova em Buenos Aires.
"Desculpem o meu nervosismo, sinto-me como se estivesse voando de paraquedas e não tivesse conseguindo abrí-lo. Gostaria de agradecer ao diretor do Festival por terem escolhido essa obra-prima e também aos produtores do filme", disse a atriz, em um italiano não muito correto por causa do seu evidente nervosismo.
Por sua vez, a diretora iraniana Shirin Neshat levou o Leão de prata de Melhor Direção com seu filme Women Without Men.
O filme se passa no Teerã dos anos 50 e faz uma dura crítica à situação da população e, principalmente, da falta de liberdade das mulheres no país.
Neshat chegou à cerimônia de entrega de prêmios com um lenço verde (cor dos seguidores do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Musavi), e quis dedicar o prêmio "a liberdade e a democracia". "É uma mensagem ao mundo e ao meu país", disse Neshat.