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'High School Band' surpreende na proposta rock independente

11 set 2009 - 12h58
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Não e fácil levar a sério um filme que chega aos cinemas com o nome de High School Band. O cartaz, a fonte do título e a "grife" Vanessa Hudgens usada para divulgar a produção não colaboram para convencer alguém que este não é mais um subproduto da franquia High School Musical. Mas não se enganem. High School Band, cujo título original se chama Bandslam (que se traduziria em "batalha entre bandas"), é um história bem acima da média e em nada lembra o pacote "cante junto" dos títulos HSM.

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Aliás, pode-se dizer até que este é um filme que não perde o tom e muito menos desafina naquilo que ele se propõe a ser, ou seja, uma honesta e boba história de amor que usa do artifício de uma trilha sonora para versar sobre o ciclo de vida de um adolescente "nerd": nascer para a selvagem sociedade colegial, crescer tentando se encaixar em uma tribo, procriar falsas esperanças românticas e, finalmente, morrer de vergonha no canto da sala de aula. Naturalmente, como toda comédia romântica que se preze, alguns processos desse ciclo precisam ser quebrados e aí entra o elemento da trilha sonora rock'n'roll.

Para Will Burton (Gaelan Connell), o que antes era escudo se transforma em espada. O mundo paralelo dos fones de ouvido que irradiam ideias de dentro para mais dentro ainda começa então a ser usado, para surpresa de Will, como uma arma que o conecta em rede sem fio banda larga ao mundo lá fora. E, por mundo lá fora, entenda-se: meninas. Do iPod para o convívio social, Will se mostra de início um tanto inábil em balançar os graves e agudos de suas angústias adolescentes.

Recém-chegado em uma nova cidade e escola, onde as tribos e cortes de cabelo são os mesmos de sua escola anterior, Will enxerga tudo com uma sensação de déjà vu entediado. Até que, não exatamente por um acaso, é chamado por Charlotte Banks (a cantora pop Alyson Michalka) para ajudá-la a cuidar de uma turma de crianças em um trabalho solidário.

Naturalmente, tudo isso é uma desculpa para Charlotte convencer Will a orientar sua banda de garagem a ter um som um pouco mais profissional. Isso mesmo, Charlotte é loira, bonita, popular e tem uma banda de garagem. Mundo perfeito para qualquer nerd indie magricela, não estivesse ele já ligado em outra menina, ninguém mais ninguém menos que Vanessa Hudgens, ou melhor, Sa5m, com um '5' no meio. Piada bem sacada sobre a dimensão comercial que os nomes próprios ganharam no universo das celebridades.

Juntos, Will, o rapaz que usa a música como defesa pessoal, Charlotte, a ex-cheerleader com entrada própria no Wikipedia, e Sa5m, a moça pouco popular a despeito de sua carinha Disney Channel, vão caminhar estradas mais ou menos previsíveis, o que não desmerece as soluções narrativas do filme. Até porque, entre o ponto de partida e o ponto de chegada, tanto roteiros quanto riffs de guitarra podem criar melodias distintas. Em High School Band, essa melodia tem um espírito indie com uma pegada de rádio FM. Em outras palavras, agrada a um público vasto.

E claro que, em um filme que se pretende "rock'n'roll", as referências a clássicos do gênero e uma trilha sonora esperta precisam estar bem sincronizadas. E salvo uma cena ou outra - o que acontece quando o roteiro precisa levantar a bola de Vanessa Hudgens - o filme acerta ao usar os clichês que fãs do rock independente adoram: David Bowie e músicas como Femme Fatale, usada no filme em um clipe com estética propositalmente caseira e granulada. Meninos sensíveis amam, meninas carentes se apaixonam. E, no fim das contas, o que se imaginava ser um genérico de High School Musical, convence incrédulos espectadores de que sempre há uma boa história a se contar quando existe uma guitarra por perto.

Foto: Divulgação
Fonte: Redação Terra
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