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Lula diz que Flávio Bolsonaro precisa explicar os R$ 130 milhões de Vorcaro para 'o filme do pai'

Presidente busca se descolar de crise do Banco Master que atingiu o STF e direciona críticas ao financiamento do banqueiro ao filme 'Dark Horse', que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro

16 set 2026 - 11h04
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Resumo
Em entrevista a um podcast, o presidente Lula cobrou explicações do senador Flávio Bolsonaro sobre repasses milionários de Daniel Vorcaro destinados a um filme sobre Jair Bolsonaro, acusando a família do adversário de agir como uma quadrilha e enviar verbas ao exterior. Flávio nega irregularidades. Lula também avaliou o cenário eleitoral paulista, atribuindo as derrotas históricas do PT no estado ao forte antipetismo, que uniria a oposição contra o partido nas disputas pelo governo.

SÃO PAULO - O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a atacar a família Bolsonaro nesta quarta-feira, 16, e a cobrar explicações de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), sobre recursos recebidos por Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme 'Dark Horse' sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"O que ele tem de explicar é: cadê os 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para o filme do pai dele?", disse Lula. Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem e corrupção em repasses de Vorcaro a 'Dark Horse'. Em áudios revelados pelo Intercept Brasil, Flávio pediu R$ 134 milhões ao banqueiro para custear o projeto. O senador nega qualquer irregularidade na captação dos recursos.

O presidente alegou que os recursos teriam sido enviados aos Estados Unidos para sustentar o irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), foragido nos EUA após ser condenado por coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. Lula ainda acusou a família de atuar contra os interesses do Brasil. "É quase uma quadrilha, não uma família", declarou, durante participação no podcast Desce a Letra.

O presidente Lula busca se descolar do escândalo do Banco Master que atingiu o STF
O presidente Lula busca se descolar do escândalo do Banco Master que atingiu o STF
Foto: Wilton Junior/ Estadão / Estadão

Ao atribuir aos adversários responsabilidade pelo Banco Master, o presidente afirmou: "Eles criaram um banqueiro, e eu tornei o banqueiro prisioneiro". Lula fez comparação semelhante ao abordar as fraudes no INSS. "Eles criaram a quadrilha do INSS e eu prendi a quadrilha", disse.

As declarações ocorreram após uma pergunta sobre tentativas de associar a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ao governo. Na resposta, Lula também lembrou sua prisão e atribuiu à Corte os 580 dias em que permaneceu encarcerado.

Lula culpa 'antipestismo' por derrotas eleitorais do partido em São Paulo

O presidente aproveitou o podcast para atribuir ao antipetismo as derrotas de seu partido na disputa pelo governo de São Paulo. Durante participação, o petista afirmou que a rejeição à legenda leva adversários a se unirem contra suas candidaturas.

"Não é porque o nosso adversário, pessoalmente, tenha mais votos do que nós; é muito mais por causa do antipetismo", declarou. "Agora, todo mundo se junta para derrotar o PT, porque o PT virou a grande referência política deste País."

De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, 11, o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 49% contra 29% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). Tarcísio tem apoio de 12 partidos, e Haddad, de 7.

Lula abordou o desempenho eleitoral da sigla ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de conquistar eleitores identificados com a extrema-direita. Na avaliação do presidente, há um núcleo que dificilmente muda de posição, mas uma parcela majoritária da sociedade pode alterar suas escolhas conforme o cenário político.

Ao destacar a trajetória nacional do PT, o presidente citou seus três mandatos e as duas vitórias eleitorais de Dilma Rousseff. O petista voltou a demonstrar confiança em conquistar um quarto mandato neste ano.

Estadão
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