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'Guerreiras do K-Pop' é filme próprio mais visto da história da Netflix. 5 motivos explicam por que

Longa de animação conquistou o topo dos mais vistos da plataforma e fez sucesso até nos cinemas dos Estados Unidos

4 set 2025 - 00h25
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Um fenômeno curioso tomou conta das bilheterias norte-americanas no fim de agosto, quando o filme de maior arrecadação no final de semana dos dias 23 e 24 foi um original da Netflix. E não um inédito, destes que tentam uma vaga no Oscar, mas sim uma animação que já estava disponível na plataforma para streaming há mais de um mês, desde o dia 20 de junho. Mas como explicar o tamanho do sucesso de Guerreiras do K-Pop?

As estrelas Rumi, Mira e Zoey são as Huntrix, protagonistas de 'Guerreiras do K-Pop'
As estrelas Rumi, Mira e Zoey são as Huntrix, protagonistas de 'Guerreiras do K-Pop'
Foto: Netflix/Divulgação / Estadão

A trajetória de glórias, é claro, não ficou restrita às salas escuras. A animação se tornou o filme mais popular da história da plataforma entre as produções faladas em inglês, e já ultrapassa 236 milhões de visualizações segundo dados divulgados pelo próprio streaming. Também foi parar nos rankings das canções mais executadas do planeta - o hit Golden alcançou o primeiro lugar do Billboard Hot 100, e ao menos outras sete músicas originais do filme aparecem na classificação até a última semana de agosto, sendo quatro simultaneamente no top 10. E, a depender dos fãs, a tendência é continuar.

Pensando nisso, o Estadão lista cinco motivos que ajudam a explicar o fenômeno de Guerreiras do K-Pop.

Dirigido por Chris Appelhans e Maggie Kang (animadores de A Origem dos Guardiões e O Gato de Botas), Guerreiras do K-Pop conta a história de três estrelas da música coreana, Rumi, Mira e Zoey, que formam o trio HUNTR/X. Quando não estão lotando estádios, elas usam suas identidades secretas de caçadoras de demônios para proteger os fãs (e o mundo) do mundo sobrenatural. As ameaças se tornam mais perigosas com a chegada dos Saja Boys, uma boy band rival formada por demônios sob disfarce. Confira abaixo os motivos que ajudam a entender o sucesso da história:

A popularidade do k-pop

Há alguns anos, quando a música pop coreana começou a ganhar tração global, muito pelo investimento da própria Coreia do Sul na exportação cultural, o k-pop parecia pronto para dominar o mundo. A grandiosidade de grupos como BTS e Blackpink ajudou a popularizar os idols em uma escala quase impensável, e as repercussões disso continuam a reverberar.

Os Saja Boys, vilões de 'Guerreiras do K-Pop', são uma boy band formada por demônios
Os Saja Boys, vilões de 'Guerreiras do K-Pop', são uma boy band formada por demônios
Foto: Netflix/Divulgação / Estadão

Isso, é claro, não apenas no mundo da música. Séries e novelas coreanas atingiram níveis de sucesso inteiramente novos, shows passaram a ser transmitidos em salas de cinema e a cultura coreana se tornou a "menina dos olhos" quando se fala nas referências do continente asiático. É natural, portanto, que muitas produções ocidentais tentem abocanhar uma parte deste sucesso (e deste engajamento).

A situação não é diferente com Guerreiras do K-Pop. O filme mergulha na cultura de fãs e idols e leva algumas de suas características para dentro da história, o que ajuda a criar uma sensação de identificação. O amor dos fãs das Huntrix, por exemplo, é crucial para que o trio consiga proteger o mundo das forças demoníacas. O aceno à importância dos fandoms, neste caso, é claro.

As músicas grudam

Mas só incluir referências do k-pop não basta para criar um sucesso, e grande parte da boa trajetória de Guerreiras do K-Pop se deve à sua porção musical.

O longa, dublado em inglês por astros de origem coreana, faz mais do que apenas absorver o funcionamento da cultura dos idols, e faz com que os fãs se vejam como parte da história, já que os dois grupos fictícios do filme de fato cantam, se apresentam e lançam músicas.

Além de grudentas e importantes para a trama, as canções compartilham uma característica essencial para que a equação funcione, e são inconfundivelmente pertencentes ao k-pop e aos seus múltiplos subgêneros.

"Como queríamos que a música fosse de fato incrível, que realmente tocasse os fãs de k-pop e se encaixasse perfeitamente no universo do k-pop, sentimos que era importante fazer parceria com uma gravadora coreana", disse a codiretora Maggie Kang em entrevista à Netflix. Fizeram parte do projeto grandes produtores musicais, como Teddy Park, conhecido pelo trabalho com o Blackpink, e Lindgren, ganhador do Grammy que já trabalhou com o BTS e o Twice.

Para quem assiste, o esforço é reconhecível. "As músicas são literalmente versões genéricas de categorias de músicas k-pop. Não estou dizendo que não amo, porque ouço repetidamente, mas dizer que elas não são k-pop é insano", disse uma fã em um fórum de discussão sobre o filme no Reddit.

E são o coração da história

Como em qualquer musical que se preze, as músicas são uma parte crucial da história. Não basta serem bem produzidas. Elas precisam ajudar os heróis em suas jornadas, traduzindo seus dilemas internos e auxiliando o público a se situar.

Segundo a BBC, Kang se inspirou nos idols que admirava durante sua adolescência para desenvolver as Huntrix e os Saja Boys, o que ajuda a explicar por que há tanta profundidade e complexidade neles.

A importância das músicas é tanta que elas funcionam no filme como armas sobrenaturais que auxiliam na lutam contra forças malignas. Isso confere à história um significado ainda mais profundo, pois serve como uma metáfora poderosa sobre a relação que muitos fãs, sobretudo jovens em períodos turbulentos de amadurecimento, nutrem com as canções de seus ídolos.

A história é simples (e universal)

Se até aqui a animação parece ser um filme moldado exclusivamente para fãs de k-pop, a verdade é bem diferente. Por baixo da roupagem musical e do mergulho no universo das estrelas coreanas está uma trama simples e grandiosa sobre autodescoberta, a transição para a vida adulta e a necessidade de se lidar com responsabilidades e obrigações.

Uma das mensagens mais ricas do filme gira em torno de uma das personagens, Rumi, e sua jornada de autoaceitação. Há um aceno claro à inclusão de minorias e à cultura queer no fato de ela precisar aprender a aceitar uma parte de si que deseja esconder, embora o filme não contenha nenhuma cena literal de beijo ou afeto entre personagens do mesmo sexo.

Fãs ajudam fãs

Segundo a própria Netflix, Guerreiras do K-Pop gerou cerca de 114 mil menções em redes sociais apenas no Brasil desde sua estreia. A quantidade massiva de fãs ao redor do mundo acaba sendo responsável por um efeito cascata: a popularidade gera mais buscas e contribui para que o filme se mantenha no topo.

Estadão
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