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Filme de Angelopoulos traz tema da identidade e globalização

12 fev 2009 - 17h22
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Há quatro anos, o grego Theo Angelopoulos apresentou o primeiro filme de uma trilogia na Berlinale. Trilogia: A Terra que Chora foi visto no Brasil apenas em mostras de cinema. Agora, este que é um dos maiores nomes da cinematografia grega para o mundo volta a Berlim para apresentar o segundo filme do projeto.

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The Dust of Time (a poeira do tempo, em tradução livre) tem o apelo extra de contar com atores de peso internacional como o americano Willem Dafoe, o alemão Bruno Ganz e os franceses Michel Piccoli e Irène Jacob. Estavam todos presentes agora a pouco na conversa com os jornalistas, que se manteve mais na questão na escrita do roteiro e seu significado na criação do universo tão literário, mítico e particular do diretor.

Como já fez em outros filmes, a exemplo de Olhar de Ulisses, Angelopoulos aborda aqui a questão do tempo, que para ele não encontra fronteiras e pode ser deslocado do real para entrar no mundo do imaginário. O drama é renovado a partir dos dois personagens precedentes, Eleni (Jacob) e Spyros (Piccoli), que se deslocaram na juventude da então União Soviética para a Europa e se encontram agora, maduros, com um antigo amigo do casal e ex-amor de Eleni, Jacob (Ganz).

Mas a trama é levada pelo filho do casal, um cineasta intepretado por Dafoe e sua crise com a filha adolescente em meio às filmagens de uma nova produção na mítica Cinecittá, os estúdios italianos onde trabalhou Federico Fellini, por exemplo. Não é a única relação com a Itália, um dos países co-produtores do filme. O roteirista Tonino Guerra é um dos colaboradores da equipe.

Não é um filme para procurar sentido no enredo, ainda que haja nesses tempos de globalização. A história é contada em dois tempos, com os personagens ainda jovens e depois mais velhos nos anos 80. Mas o que importa são os significados sempre retomados por Angelopoulos da repetição das histórias e das angústias humanas.

Como é habitual, ele é capaz de cenas que são a síntese de suas preocupações, como a sala com televisões quebradas numa sala de hotel tomado por um maluco e a figura de Ícaro, o jovem que voa e perde suas asas, estampada no chão. Mais tarde, ao final, o personagem de Ganz fará uma referência ao herói grego numa queda similar.

"Mais que realidade, o que me interessa aqui foi lidar com o passado que se torna presente e o presente que se transforma em passado novamente; o próximo filme será sobre o futuro e se chamará Tomorrow, será algo futurista".

Fonte: Especial para Terra
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