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Entrevista: atores contam que "la-la-la" de 'Smurfs' fixou na cabeça

5 ago 2011 - 17h25
(atualizado às 21h52)
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Eduardo Graça
Direto de Cancún (México)

Quem viveu os anos 80 não esquece jamais. Eles são azuis, usam a palavra "smurf" a todo momento e lutam, unidos, contra a magia negra do velho Gargamel. Ah, e sim, cantam uma musiquinha grudenta que não sai da cabeça de quem vê o desenho animado ao menos uma vez na vida. Pois Os Smurfs têm motivo de sobra para comemorar: o filme baseado na história dos mitológicos serezinhos conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 35 milhões nas bilheterias americanas, apesar das críticas nos EUA, das mais negativas do ano.

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No ranking do site RottenTomatoes, que amealha os comentários dos principais críticos do país, apenas 24% das resenhas foram positivas. No Washington Post, Sean O'Connell disse que não há qualquer justificativa para o filme ser apresentado em versão 3D e compara o filme à fantasia Encantada, de 2007, estrelada por Amy Adams, "com a ressalva de ser menos inteligente, original, interessante e divertido". Ouch! Betsy Sharley, do Los Angeles Times, foi ainda mais dura: "Nem Neil Patrick Harris, o protagonista humano do filme, consegue evitar que este barco afunde".

A mescla de animação com live-action foi dirigida por Raja Gosnell, e conta no elenco, além do queridinho da Broadway Neil Patrick Harris, com o mestre da comédia Hank Azaria (vivendo Gargamel). A ação começa na floresta medieval do desenho animado, mas é transportada, sem muito sucesso, para a Nova York do século XXI. A trama não vai muito além da tentativa dos smurfs - comandados pelo sábio Papai Smurf e a espevitada Smurfette - de encontrarem um portal mágico, localizado no Central Park, que os transporte de volta para casa. Eles recebem abrigo do casal formado por Harris e Jayma Mays, conhecida do público pela problemática professora Emma Pillsbury, do seriado televisivo Glee.

A reportagem do Terra participou, em evento do estúdio Sony Pictures realizado no caribe mexicano, de coletiva de imprensa com Harris e Azaria, que falaram com carinho da grande aventura hollywoodiana dos seres azuis mais serelepes da animação universal.

Confira trechos da entrevista:

Embarcando no projeto

Hank Azaria - A questão, quando faço um vilão, é sempre a mesma: conseguirei fazer alguma graça com ele? A galera vai rir? Logo percebi o senso de humor do roteiro e vi que todos estavam abertos às minhas ideias mais estranhas. Tive que dizer sim!

Neil Patrick Harris - Para mim, o mais importante era saber se o filme não seria exclusivamente voltado para crianças. Também achei que fazia todo sentido o filme ser em 3-D, já que as criaturinhas são azuis, ficam com uma expressividade ideal em 3D. E também queria ver se os produtores e o diretor conseguiriam capturar o que os Smurfs representaram para fãs de 20, 30 anos atrás. Posso dizer que trabalhamos duro para que as piadas fossem gostosas tanto para crianças quanto para adultos, com meus diálogos parecendo o mais realista possível.

Segredo do sucesso dos Smurfs
Harris - É que eles são tão simples, não? A ideia, a estrutura dos smurfs, é genial. As crianças os reconhecem de imediato, são todos azuis. Cada qual tem uma personalidade individual, o que faz com que possamos nos relacionar com eles facilmente. As histórias são simples e divertidas, é quase como o ursinho Pooh. Confesso que achava que os smurfs fossem apenas um desenho animado, e não uma série de livros e histórias em quadrinhos para crianças. E descobri, no processo de pesquisa, que eles tinham profundidade, eram mais densos do que eu me lembrava. Minhas memórias são da época em que eu destruía, queimando, meus bonequinhos de criança (rindo muito).

Azaria - Não sei qual o segredo, é uma destas coisas intangíveis, né? Confesso que eu não sabia que eles eram populares assim nos quarto cantos do planeta. Achava que eles eram personagens criados pela empresa Hanna Barbera nos anos 80. Mas eles têm uma coisa importantíssima: eles são divertidos!

Contracenar com bonecos virtuais

Harris - Fiz poucas cenas em que tive de imaginar os smurfs, com a chamada 'green screen', na maioria das vezes interagi com figuras de plástico muito parecidas com a animação. A gente ensaiava sem as câmeras, via direitinho aonde cada um ficaria e pronto. Tinha de prestar muita atenção no meu movimento dos olhos, para onde deveria estar olhando. Foi bem divertido, atores estavam no estúdio fazendo as vozes dos smurfs e eu ia mudando meu semblante de acordo com a emoção que deveria sentir no momento. Para o Hank (Azaria) foi muito mais difícil, já que ele está o tempo todo com os smurfs.Azaria: Confesso que não lembro com exatidão, mas lidar com criaturas criadas por computadores digitais (o chamado C.G.I.) é complicado, porque apenas os smurfs são criações digitais, o mundo, os objetos com que eles interagem, são todos muito reais. Quando eles sobem uma árvore a tradução, nos bastidores, são quatro técnicos com uma corda em volta do tronco de uma árvore, esperando pela deixa, para sacudir uma caixa que daria o efeito do movimento. Era um set de atuação peculiar, em que eu contracenava com cinco técnicos.

Azaria - Sim, e era meio patético contracenar com estas linhas e fios, mas, quando você vê o filme, parece que os smurfs de fato estavam lá! É impressionante! E os cinco técnicos de que o Hank fala são como cinco Gepetos monitorando o Pinóquio, sabe? (risos)

Terra - E o tema da paternidade no filme, Neil? Te atingiu de alguma forma? (Neil que, com seu parceiro, o também ator David Burtka, é pai de dois gêmeos, o menino Gideon e a menina Harper, nascidos em outubro do ano passado)

Harris - Como era uma decisão muito íntima, não contei que, exatamente como meu personagem no filme, seria pai de primeira viagem. O 'timing' para mim, foi perfeito, já que, no filme, meu personagem, que se chama Patrick, vive os momentos finais da gravidez da mulher. E ele se pergunta: "eu serei um bom pai?", "mas o que significa exatamente esta palavra, pai?", "como um casal que trabalha duro lida com a chegada de crianças?". São questões que, obviamente, estou tendo de lidar na vida real, comecei a tratar delas justamente no momento em que filmávamos.

E o "la-la-la" enervante dos Smurfs? Como lidaram com isso ao final das gravações?

Azaria - No fim do filme, quando eles formam uma espécie de forças armadas dos smurfs, eles cantam a musiquinha em forma de marcha militar. E por qualquer razão que ainda não descobri, aquilo grudou na minha cabeça. Sem querer, me pegava em casa cantando o "la-la-la" militar dos smurfs (risos).

Harris - Ah, não, comigo eu só canto quando faço sexo (muitos risos).

Hank Azaria, Sofia Vergara e Neil Patrick Harris estão em Smurfs
Hank Azaria, Sofia Vergara e Neil Patrick Harris estão em Smurfs
Foto: Getty Images
Fonte: Especial para Terra
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