Em Paulínia, Santoro diz que afeto entre atores fez filme funcionar
- Juliana Ranciaro
- Direto de Paulínia
Cauã Reymond e Rodrigo Santoro deixaram claro no início da tarde deste domingo (10) que o que fez a relação de seus personagens irmãos funcionar no filme Meu País, exibido na noite do último sábado (9) no Paulínia Festival de Cinema, foi o afeto verdadeiro que existe entre eles. "O ponto central é esse lance da família, um afeto que foi quebrado entre dois irmãos e precisa ser recuperado, não funcionaria se não existisse um afeto real entre nós', disse Santoro.
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O longa, muito aplaudido pelo público, teve o salão lotado durante a sessão de debates, mas não apenas pelo elenco de peso, com atores que há tempos têm o carinho do público: Rodrigo Santoro, Cauã Reymond e Débora Falabella. Isso sem falar de Paulo José, que tem participação especial no filme, mas não compareceu à coletiva.
A temática familiar encantou pela forma como foi exposta, tão verdadeira que foi capaz de criar identificação com os espectadores e suas histórias. A dureza e o foco de Marcos (Rodrigo Santoro), que custa a entender que não pode simplesmente abrir mão de sua família, bate de frente com a leveza e a vida desregrada de Tiago (Cauã Reymond), que se desespera ao ver que terá que assumir pelo menos as consequências de seus atos impensados, como apostas em cassinos e bebedeiras pela cidade.
"Por tudo isso, nós também tivemos que trabalhar as diferenças entres nós, criar esse contraponto para que pudéssemos ajustar no que iríamos nos estranhar, antes mesmo de saber de onde viriam as coisas que nos aproximariam de novo", afirmou Cauã, antes de brincar: "foi mais fácil quando estabelecemos que o Marcos torce pro São Paulo e o meu personagem pro Corinthians".
Para somar a essa relação tão cheia de sentimentos distintos entra Manuela (Débora Falabella), a meia-irmã que, à primeira vista é tida como um problema por Marcos e Cauã, mas acaba por configurar o eixo que faltava para ligar uma parte à outra, um irmão ao outro. "A Manuela não tem um problema definido, é uma mulher-menina, com seus 24 anos mas mentalidade de uma criança. É muito frágil, muito delicada, mas ao mesmo tempo de grande esperteza . Longe dos irmãos a vida toda, ela conseguiu criar carinho por eles apenas com as histórias que o pai lhe contava", falou Débora. E completou: "é ela quem desperta no Marcos principalmente essa vontade de cuidar, cuidar de sua família".