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'Dentista Mascarado' traz bom elenco, mas trama decepciona

13 abr 2013 - 08h37
(atualizado às 08h37)
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Depois de tanta divulgação, esperava-se bastante de O Dentista Mascarado, estreia de Marcelo Adnet na Globo. Mas a série deixou a desejar. Com a premissa interessante de trazer um dentista, seu protético e uma trambiqueira unidos tanto em um consultório quanto combatendo o crime, a produção conseguiu a média de 17 pontos e pico de 21 no Ibope, um bom resultado para o horário, no primeiro episódio, exibido em 5 de abril. Apesar disso, o que se viu foram piadas recheadas de clichês, baseadas em estereótipos e, na grande maioria, sem graças.

<p>A série da TV Globo tem no elenco Marcelo Adnet e Taís Araújo</p>
A série da TV Globo tem no elenco Marcelo Adnet e Taís Araújo
Foto: Divulgação

A culpa, no entanto, não é de Adnet, e muito menos do restante do elenco, que, por sinal, se saiu muito bem. Conhecido pelo humor improvisado, o ex-apresentador convenceu na pele de um dentista frustrado, Adalberto Paladino. Porém, as piadas soaram forçadas e repetidas, como quando o personagem compara um anestesista com um japonês, o que lembrou Casseta & Planeta em sua pior fase.

Completando o trio principal do seriado estão Leandro Hassum e Taís Araújo. Hassum, na pele de Sérgio, parece não ter tido muito espaço no primeiro episódio e acabou sendo um personagem esquecível. O ator, no entanto, fez um ótimo trabalho e não interpretou o texto aos gritos, como costumava fazer na época de Os Caras de Pau. Talvez, colocá-lo servindo apenas de "escada" para Adnet seja um desperdício. Já Taís, como a misteriosa Sheila, foi a causadora de toda a ação da trama. Viciada em tranquilizantes, ela engana Paladino e aparece com diversas identidades - de freira a prostituta.

Neste primeiro momento, o foco girou em torno do óxido nitroso, mais conhecido como gás hilariante, anestésico usado pelo dentista – e vale notar que Paladino é um dos poucos a usar o método no Brasil. O gás foi explorado exaustivamente, com diversos clichês, como na cena em que Adalberto precisa inalá-lo e acaba rindo em momentos inapropriados.

Mas também acabou rendendo a única piada realmente engraçada: quando Sheila revela que vendia o produto para comediantes de stand up, que o utilizavam para fazer seu público rir e Adnet satiriza o gênero que ajudou a popularizar no teatro. Outro bom momento foi a abertura, que imita o estilo das histórias em quadrinhos.

Uma falha da série, no entanto, foi ter aproveitado tão mal o resto do elenco, que conta com o ótimo Diogo Vilela e Helena Fernandes, que ainda não mostraram a que vieram. Por fim, Otávio Augusto interpreta um delegado que se ressente da escolha profissional do filho e, apesar de ter conseguido marcar bem sua personalidade, parece meio deslocado.

Já que o primeiro episódio precisa apresentar os personagens da história, às vezes, acaba pecando em outros aspectos, como a falta de ritmo. Porém, ainda é possível que a trama melhore daqui para frente. Saber que o roteiro é assinado por Fernanda Young e Alexandre Machado apenas dá saudade do sucesso Os Normais, série também escrita pela dupla.

Fonte: TV Press
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