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Cinco filmes de Hayao Miyazaki que você não pode perder

11 jul 2018 - 11h23
(atualizado em 11/7/2018 às 16h16)
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Ele é excêntrico e chega a fumar mais de cinco maços de cigarro por dia quando está em processo de criação. Junto a outro diretor, Isao Takahata, é dono do estúdio Ghibli, uma das empresas de animação mais respeitadas do mundo. Entre suas maiores características estão o capricho com que trata seus trabalhos e a rebelião contra objetos modernos, como aquela "caixa gigantesca" - nas palavras do próprio - chamada computador.

Estamos falando de Hayao Miyazaki, o mais famoso cineasta japonês da atualidade, aclamado por uma população que ao mesmo tempo em que se rende ao império americano, tenta preservar suas raízes.

Estreia no Brasil, este mês, o último trabalho do diretor, Ponyo - Uma Amizade Que Veio do Mar, com um atraso de quase dois anos em relação à sua estreia no Japão. Enquanto você espera por essa animação, que tal conferir os filmes mais marcantes da filmografia do diretor antes? Confira abaixo:

5 - O Serviço de Entregas da Kiki - (1989)

Considerado o primeiro sucesso de Miyazaki fora do Japão, todo o visual de O Serviço de Entregas da Kiki é inspirado na Europa dos anos 1950. Aqui, as locações se integram à trama como se fossem personagens da história. Para fazer Kiki, Miyazaki e sua equipe capricharam tanto que a animação parece tão atual quanto outras lançadas recentemente.

Usando a bruxaria e os contos de fadas como pano de fundo, o diretor aproveita para destrinchar metáforas sobre a maturidade e as exigências da sociedade contemporânea. A personagem principal é Kiki, uma bruxinha que aos 13 anos deve encarar a vida adulta, mudando-se para uma cidade que nunca foi ocupada por uma bruxa antes. Sem ter como se sustentar, Kiki é acolhida por Ozono, a dona de uma padaria, que está grávida e precisa de ajuda para fazer entregas. Usando sua vassoura mágica, Kiki tenta não decepcionar seus clientes, à medida em que encontra o amor no garoto Tombo, cujo maior sonho é construir uma bicicleta voadora.

4 - A Princesa Mononoke - (1997)

Diz a lenda que quando A Princesa Mononoke foi produzido, Hayao Miyazaki ordernou que todos os computadores do estúdio Ghibli fossem confiscados. Ele queria entregar um filme feito 100% a mão numa época em que a computação gráfica facilitava, e muito, o trabalho dos animadores.

Não era para menos, A Princesa Mononoke seria o último projeto de larga escala do cineasta, que mudou de ideia depois que o longa arrecadou US$ 158 milhões somente no Japão e tornou-se instantaneamente popular em outros mercados, mesmo sem sequer ter distribuição garantida.

O filme aproveita o espaço para fazer uma forte mensagem ambiental num tempo em que Avatar estava muito longe de existir. James Cameron, por sua vez, alega que já tinha o roteiro antes de Mononoke vir à vida. O resultado: muito dessa obra-prima de Miyazaki aparece no megasucesso de bilheterias do ano passado, entre elas algumas criaturas da floresta, que diretamente lembram outras da lua de Pandora.

Na trama, um príncipe é mordido por um javali possuído por um deus do mal. À beira da morte, ele precisa encontrar a cura para essa doença, partindo numa jornada de redenção. Ao conhecer Mononoke, uma princesa que foi criada por lobos, o príncipe percebe que a fúria da natureza está diretamente relacionada à ambição dos homens.

3 - Meu Vizinho Totoro - (1988)

O trabalho mais admirado de Hayao Miyazaki tornou-se símbolo do estúdio e até hoje é usado como referência a uma crescente cultura japonesa, que sempre foi ligada a elementos da natureza e monstrinhos fofinhos. Mas não se engane: apesar de inocente, Meu Vizinho Totoro usa o imaginário infantil para contar uma história profundamente triste.

Mei muda-se com seu pai e a irmã para um vilarejo que fica mais próximo de onde sua mãe, muito doente, está internada. Como seu pai não lhes dedica muito tempo, já que ele precisa cuidar da mulher e sustentar a família, as meninas se vêem obrigadas a encarar a vida adulta mais cedo, fazendo os trabalhos de casa. Um belo dia, Mei decide ir visitar sua mãe no hospital, mas acaba se perdendo na floresta, sendo salva pelo grande e fofo Totoro, um monstro que promete fazê-la esquecer de todos os seus problemas de gente grande.

2 - O Castelo Animado - (2004)

Inspirado no livro da escritora inglesa Diana Wynne Jones, Miyazaki deu seu próprio toque "alucinógeno" para transportar o longa aos cinemas. No filme, a jovem Sophie se apaixona por um charmoso mago, iniciando o que seria um possível romance entre eles. Mas, dotada de inveja, a Bruxa do Nada lança-lhe um feitiço para que ela ganhe a aparência de uma mulher velha, incapaz de chamar a atenção de qualquer jovem robusto.

Incompreendido pela maior parte dos especialistas, o filme é criticado pela falta de complexidade das crises de Sophie, que aceita a velhice numa boa, mesmo sem estar preparada pelos anos que a distanciavam de tal destino fatídico. Há certa dificuldade, também, em enxergar a posição da Guerra dentro do filme, já que ela não é citada no longa original e aqui serve apenas de mensagem pacifista - valendo ressaltar que o cineasta teve parentes mortos na Segunda Guerra Mundial. Mas quando Miyazaki explora o romance entre Sophie e Howl ou mesmo a inveja da Bruxa do Nada, está falando que não existe o bem e o mal, mas sim algumas escolhas erradas, potencializadas pelas imperfeições humanas.

Além disso, Castelo Animado faz uma grande homenagem ao próprio estúdio Ghibli. São várias as referências a filmes anteriores do grupo, como A Viagem de Chihiro, O Serviço de Entregas de Kiki e até Porco Rosso e Meu Vizinho Totoro.

1 - A Viagem de Chihiro - (2001)

O mais marcante trabalho de Hayao Miyazaki foi premiado com o Urso de Ouro em Berlim e com o Oscar de Melhor Animação, além de outros 33 prêmios em festivais pelo mundo.

Quando foi lançado em 2001 no Festival de Berlim, teve quem disse que Miyazaki não estava "bom da cabeça", devido às inúmeras cenas que não parecem fazer qualquer sentido. Mas é preciso ressaltar que A Viagem de Chihiro é uma das mais bem feitas animações de todos os tempos.

Com base na própria filmografia, Miyazaki já mostra algumas evoluções no seu estilo de filmar: adota uma ainda maior complexidade de cenários - o mundo sobrenatural, comandado por espíritos e bruxas tem uma riqueza de detalhes que a Disney jamais conseguiu em suas obras - e usa, pela primeira vez, com freqüência, a computação gráfica, ainda que tal recurso fosse quase completamente descartado em seu último longa, Ponyo. Em Chihiro, Miyazaki cria seu próprio conto de fadas contemporâneo. Todos os julgamentos estão lá, especialmente os que se referem à coragem e às escolhas, embora não carregados de tanta moral como nos trabalhos da Disney.

Por meio da história de Chihiro, uma menina mimada de 10 anos que vai parar num mundo habitado por deuses e divindades japonesas, Miyazaki faz críticas muito sérias sobre consumismo desenfreado, domínio da cultura de massa e a falta de identidade cultural dos jovens. Não por acaso, ele abusa das referências da cultura japonesa, cada vez mais massacrada pela cadeia de fast-foods e hábitos americanos.

Fonte: Redação Terra
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