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Brasileiro vence prêmio de novos talentos em Cannes com curta ambientado em São Paulo

'Laser-Gato', de Lucas Acher, conquista a mostra La Cinef e coloca jovem diretor paulista no radar do cinema internacional**

21 mai 2026 - 18h03
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O cinema brasileiro voltou a ganhar destaque no Festival de Cannes com a vitória de Laser-Gato (2026), curta-metragem dirigido pelo paulistano Lucas Acher, na categoria La Cinef. O prêmio, voltado a novos realizadores ligados a escolas de cinema, foi anunciado nesta quinta, 21, durante cerimônia realizada na tradicional sala Buñuel, na França.

Foto: Divulgação / Rolling Stone Brasil

"É um filme muito íntimo, feito em São Paulo, uma cidade muito peculiar, que está em constante transformação, e de repente ele está nesse festival gigante", afirmou o diretor após a seleção oficial. "Cannes sempre foi um sonho, uma ideia quase abstrata. Quando acontece, parece um pouco irreal," afirma o diretor em comunicado oficial.

A conquista marca um momento importante na trajetória de Acher, de 30 anos, que foi o único representante brasileiro selecionado na categoria em 2026. Considerada uma das principais vitrines de novos talentos do circuito internacional, a La Cinef costuma revelar diretores que mais tarde passam a integrar o cenário principal do cinema autoral contemporâneo. Nesta edição, a mostra recebeu milhares de inscrições de escolas de diferentes países.

Ambientado em São Paulo, Laser-Gato acompanha um adolescente que atravessa a cidade durante uma madrugada caótica, depois que uma brincadeira aparentemente banal sai do controle. O curta aposta em uma narrativa fragmentada e sensorial, usando o cenário urbano da capital paulista como elemento central da experiência do personagem. Ruas vazias, luzes artificiais e sons da madrugada ajudam a construir a atmosfera inquieta do filme.

Com elenco formado por Gabriel Brennecke e Gilda Nomacce, o projeto foi produzido pela Bruto Films e desenvolvido a partir de uma proposta estética minimalista, transformando limitações de orçamento em escolhas criativas. Acher utiliza longos momentos de observação e pequenos deslocamentos narrativos para construir um retrato urbano marcado por tensão, humor e estranhamento.

"São Paulo é uma cidade intensa e magnética. Um pouco distópica, cheia de contradições", afirmou. "A perspectiva de mostrar para o mundo que todos os tipos de histórias podem se passar aqui é animadora," explica o diretor.

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