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Análise: 'Sicário - Dia do Soldado' cresce e o diretor tem o DNA da ação no sangue

Toda a parte final do longa é carregada de dramaticidade

29 jun 2018 - 06h03
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Logo no começo de Sicario - Dia do Soldado, o espectador consciente pode ser tomado de mal-estar. Ao abordar as atividades na fronteira mexicana, o filme parece adotar o ponto de vista da administração Trump - todos os mexicanos são bandidos, estupradores e traficantes. O próprio desenho da missão a ser executada por Josh Brolin fortalece essa impressão. Brolin não é 007, mas o funcionário do alto escalão o libera para matar e fazer o que for preciso para atingir os cartéis, mas desde que não comprometa o governo.

A coisa começa a mudar quando Benício del Toro, outro egresso do primeiro filme - dirigido por Denis Villeneuve, lembram-se? -, se envolve no sequestro da filha de um chefão do tráfico. A garota é uma peste, mas vai se transformar em contato com ele. E Del Toro não é nenhum super-herói. Como agente especial treinado para sobreviver, depende de suas habilidades. O filme deslancha, adquire vigor. Superior de Brolin, Catherine Keener, encarregada de encerrar a missão, ordena que os fios soltos - Del Toro, a garota - sejam eliminados.

Toda a parte final de Dia do Soldado é carregada de dramaticidade, e de um embate ético que opõe os personagens de Brolin e Del Toro. Como cada um vai agir? O roteiro continua de Taylor Sheridan, e cresce com os personagens. O diretor Stefano Sollima tem o DNA do grande diretor de ação no sangue. É filho de Sergio Sollima, um dos reis do western spaghetti.

Estadão
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