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'A Rede Social' abre Festival de Cinema de Nova York

27 set 2010 - 17h08
(atualizado em 27/9/2010 às 09h19)
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Bastante aguardado, o filme A Rede Social, centrado na vida do criador da rede social Facebook e milionário mais jovem da história, Mark Zuckerberg, abre nesta sexta (24) a 48ª edição do Festival de Cinema de Nova York (NYFF, na sigla em inglês).

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Dirigido por David Fincher e estrelado por Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e pelo cantor Justin Timberlake, A Rede Social gerou grande expectativa por trazer um retrato do estudante de Harvard que há sete anos revolucionou o mundo das comunicações.

O filme, que estreará nos Estados Unidos no dia 1º de outubro, mostra que "não se pode fazer 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos". Segundo o diretor do festival, Richard Peña, "A Rede Social é um desses filmes excepcionalmente difíceis de se encontrar porque captura perfeitamente o espírito de seu tempo".

Outro destaque do festival é A Tempestade, dirigido por Julie Taymor, que já conquistou a crítica com filmes como Frida (2002) e Across the universe (2007).

A Tempestade, uma adaptação cinematográfica da obra de William Shakespeare, é protagonizado pela vencedora do Oscar Helen Mirren, que encarna Próspera, a rainha de uma ilha mágica nesta "excitante mistura de romance, tragédia e fantasia".

O Festival de Cinema de Nova York será encerrado com o thriller sobrenatural Hereafter, que tem Matt Damon no papel principal e é o último filme dirigido por Clint Eastwood, que faz sua quarta participação na mostra.

"Como é evidente de uma maneira tão bela em Hereafter, Clint Eastwood continua fazendo os filmes mais atrevidos e provocativos de todo os EUA", afirmou Peña.

O premiado diretor de Menina de Ouro (2004) e Os Imperdoáveis (1992) será a estrela da noite de fechamento do festival, que terá em sua programação 28 filmes de 14 países.

Outro ponto alto da mostra será o documentário LENNONYC, de Michael Epstein, que conta como o ex-beatle "ressuscitou" em Nova York por meio de entrevistas com amigos do músico e imagens inéditas que formam um "revelador retrato dessa lenda da música".

O NYFF também inclui vários filmes latino-americanos, como Gatos Viejos e Post Mortem, dos chilenos Sebastián Silva e Pablo Larraín, respectivamente; Somos o que há, do cineasta mexicano Jorge Michel Grau e Revolução, que inclui dez curtas-metragens sobre a revolução mexicana dirigidos por diferentes estrelas do país, como Gael García Bernal e Diego Luna.

No ano em que se comemora o centenário da revolução mexicana e o bicentenário da independência do país, Revolução quer "gerar uma visão contemporânea" desse acontecimento histórico.

O programa do Festival de Cinema de Nova York conta ainda com o retorno do francês Jean-Luc Godard, que apresentará Film Socialism, do britânico Mike Leigh, com Another Year, do português Manoel de Oliveira, com O Estranho Caso de Angélica, e do chileno Raúl Ruiz, com Mistérios de Lisboa, entre outros.

"Estamos especialmente impressionados pela audácia dos diretores este ano", disse Peña, que ressaltou que eles "entraram em novas áreas, experimentaram narrativas e foram além dos limites dos gêneros".

Isso, na sua opinião, "evidencia a vitalidade de um meio que tantas vezes se rende a fórmulas e à repetição".

Foto: Divulgação
EFE   
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