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Entenda como funciona o FGC, fundo garantidor de crédito

O Fundo Garantidor de Créditos, conhecido como FGC, é uma entidade que atua como uma espécie de seguro para determinados depósitos.

21 jan 2026 - 22h01
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O Fundo Garantidor de Créditos, conhecido como FGC, é uma entidade que atua como uma espécie de seguro para determinados depósitos e investimentos mantidos em instituições financeiras. Ele entra em ação quando um banco ou financeira enfrenta liquidação ou intervenção que impede o pagamento normal aos clientes. Dessa forma, o FGC reduz o impacto de uma eventual quebra de instituição sobre a vida financeira das pessoas.

Esse mecanismo de proteção ganhou relevância em um cenário em que cada vez mais brasileiros utilizam aplicações como CDB, LCI, LCA e contas de poupança. Além disso, o funcionamento do FGC segue regras claras de cobertura, limites e tipos de produtos protegidos. Portanto, entender esses critérios ajuda o investidor a planejar melhor seu patrimônio e a distribuir recursos de forma mais segura entre diferentes instituições.

O que é o Fundo Garantidor de Créditos e qual é seu objetivo?

O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que as próprias instituições financeiras participantes mantêm, como bancos comerciais, bancos múltiplos, algumas cooperativas de crédito e financeiras. Seu principal objetivo consiste em proteger depositantes e investidores contra perdas em casos de insolvência de instituições integrantes do sistema. Ele não integra o governo, mas órgãos como o Banco Central do Brasil regulam e acompanham suas atividades.

Na prática, o FGC funciona como um colchão de segurança. Enquanto as instituições financeiras operam de forma regular, elas recolhem contribuições periódicas para o fundo. Caso alguma delas enfrente falência, intervenção ou liquidação extrajudicial, o FGC utiliza esses recursos acumulados para ressarcir clientes até o limite estabelecido. Assim, o fundo contribui para a estabilidade do sistema financeiro e fortalece a confiança nas aplicações bancárias de menor risco.

Computador – depositphotos.com / REDPIXEL
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Foto: Giro 10

Como funciona a garantia do FGC na prática?

garantia do FGC obedece a um conjunto de regras padronizadas. Atualmente, o limite de cobertura alcança até R$ 250.000,00 por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, e considera o somatório de todos os produtos elegíveis naquela entidade. Além disso, existe um teto global de R$ 1.000.000,00 por CPF ou CNPJ, renovado a cada período de quatro anos, para o total de indenizações que o sistema paga.

Essa proteção alcança principalmente depósitos à vista, poupança e alguns tipos de investimentos de renda fixa que instituições participantes emitem. Quando ocorre decretação de regime especial, o FGC organiza um processo de pagamento aos credores cobertos. Normalmente, o beneficiário precisa cadastrar dados em uma plataforma indicada ou em banco pagador. Em seguida, o FGC libera o valor garantido em etapas, seguindo um cronograma definido pelo próprio fundo.

  • Limite por instituição: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ;
  • Limite global: até R$ 1 milhão em quatro anos, somando diversas instituições;
  • Pagamento ocorre após decretação de liquidação, intervenção ou falência;
  • Reembolso vai diretamente ao titular, em conta indicada ou por meio de banco pagador.

Quais investimentos o FGC cobre e quais ficam de fora?

Nem todo produto financeiro conta com proteção do Fundo Garantidor de Créditos. A cobertura se direciona a aplicações consideradas de menor risco e que instituições participantes emitem. Entre os produtos contemplados, destacam-se:

  • Depósitos em conta corrente;
  • Caderneta de poupança;
  • CDB e RDB (Certificados e Recibos de Depósito Bancário);
  • LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio);
  • Letras de câmbio (emitidas por financeiras autorizadas);
  • Depósitos a prazo de cooperativas de crédito participantes do FGC ou de fundo similar.

Por outro lado, alguns investimentos não contam com essa garantia, mesmo quando bancos os oferecem. Entre eles estão:

  1. Títulos públicos federais (Tesouro Direto);
  2. Fundos de investimento (renda fixa, multimercado, ações, entre outros);
  3. Ações negociadas em bolsa;
  4. Debêntures e outros títulos privados que empresas emitem;
  5. Criptomoedas e ativos digitais.

Nesses casos, o investidor assume diretamente o risco. Assim, o FGC não ressarce perdas em eventual quebra da instituição ou do emissor que não faça parte do escopo protegido. Por isso, o investidor precisa avaliar com atenção o perfil de risco desses produtos.

Como o investidor pode usar o FGC a seu favor?

O conhecimento sobre o funcionamento do FGC permite que o investidor estruture uma estratégia de proteção de patrimônio. Uma prática comum consiste em diversificar entre diferentes bancos, de forma que os valores aplicados em cada instituição não ultrapassem o limite de R$ 250 mil por CPF. Dessa maneira, caso ocorra problema com algum participante, a tendência aponta para a recuperação integral dos recursos protegidos, respeitados os limites individuais.

Outra forma de uso inteligente combina produtos cobertos pelo FGC, como CDBs e LCIs, com outros investimentos sem essa proteção, mas com diferentes características de risco e retorno. Assim, o investidor evita concentrar todo o capital em um único tipo de aplicação. Além disso, ele pode ajustar a carteira conforme objetivos de prazo e tolerância a risco. É importante verificar sempre se a instituição participa do FGC, informação que geralmente aparece nos materiais de divulgação e no próprio site do fundo.

  • Distribuir recursos entre mais de um banco participante;
  • Acompanhar o limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos;
  • Priorizar, para objetivos de curto prazo, produtos com cobertura do FGC;
  • Avaliar o emissor e não apenas a taxa de juros oferecida.

O que acontece quando um banco quebra e como o FGC atua?

Quando uma instituição financeira se declara insolvente, o Banco Central determina um regime especial, que pode ser intervenção ou liquidação extrajudicial. A partir desse momento, o FGC entra em ação para apurar os saldos dos clientes e iniciar o procedimento de pagamento. Em seguida, o fundo divulga o cronograma de ressarcimento e orienta o público sobre prazos e canais de atendimento. O cronograma costuma aparecer publicamente, com instruções de como cada titular poderá receber os valores garantidos.

O ressarcimento ocorre em moeda corrente, depositada em conta de outra instituição indicada pelo beneficiário ou por meio de saque em estabelecimento designado. Durante esse processo, o cliente permanece como credor da massa falida pelo valor que excede o limite garantido. No entanto, esses montantes seguem o rito da lei falimentar, sem participação do FGC. Assim, o fundo garante apenas a parcela enquadrada nas regras de cobertura vigentes, e o restante depende do resultado da liquidação.

Com essas informações, fica mais claro como o Fundo Garantidor de Créditos se insere na rotina financeira do país. O entendimento das regras de cobertura, dos limites e dos tipos de produtos protegidos auxilia na tomada de decisão e na organização de reservas. Desse modo, o investidor utiliza de forma mais consciente os serviços bancários e as aplicações de renda fixa ligadas ao sistema financeiro nacional.

Computador – depositphotos.com / REDPIXEL
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Foto: Giro 10
Giro 10
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