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Copa do Mundo 2026: torcedores devolvem ingressos em movimento de boicote aos EUA

A Copa do Mundo de 2026, que Estados Unidos, Canadá e México vão sediar em conjunto, já registra um aumento relevante nas devoluções de ingressos e em movimentos organizados de boicote.

15 jan 2026 - 07h31
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A Copa do Mundo de 2026, que Estados Unidos, Canadá e México vão sediar em conjunto, já registra um aumento relevante nas devoluções de ingressos e em movimentos organizados de boicote. Nas últimas semanas, veículos internacionais como MarcaThe Guardian e New York Times relatam uma mudança de comportamento de parte da torcida. Esse movimento ocorre especialmente em países europeus e latino-americanos, com cancelamentos concentrados em partidas em solo norte-americano.

Segundo levantamento citado pelo jornal espanhol Marca, com base em fontes próximas ao comitê organizador, os responsáveis pelo torneio já contabilizam mais de 120 mil pedidos de reembolso na fase inicial de realocação e cancelamento de bilhetes. Esse período vai do fim de 2024 ao início de 2025. Embora a FIFA não divulgue números oficiais detalhados por país, analistas de mercado esportivo estimam que torcedores de Alemanha, Espanha, Brasil, Argentina e França figuram entre os que mais solicitam devoluções. Alguns especialistas apontam que esse número pode crescer à medida que as exigências de viagem forem se tornando mais claras. Além disso, há projeções de consultorias independentes que falam em possíveis picos de cancelamento próximos ao início do torneio, conforme torcedores tenham confirmação final de vistos, hospedagem e custos de deslocamento interno.

EUA – depositphotos.com/rokas91
EUA – depositphotos.com/rokas91
Foto: Giro 10

Por que o boicote à Copa do Mundo de 2026 cresce entre torcedores?

O termo boicote à Copa do Mundo 2026 ganhou força nas redes sociais ao longo de 2024. Esse avanço ocorre, sobretudo, por debates sobre políticas internas dos Estados Unidos. Além disso, muitos torcedores avaliam que o evento se distancia de pautas de direitos humanos e de mobilidade internacional.

Nesse contexto, hashtags como #BoycottWorldCup2026, #NoWorldCupInUSA e #Boicote2026 aparecem com mais frequência. Elas circulam, principalmente, em plataformas como X (antigo Twitter), Instagram e TikTok. Segundo monitoramentos de empresas de análise de dados digitais, citados por veículos como ESPN e BBC Sport, a tendência segue em alta.

Além disso, os dados indicam maior engajamento de torcedores jovens. Esses grupos organizam campanhas, abaixo-assinados e cartas abertas direcionadas à FIFA e a patrocinadores.

Entre as principais razões apontadas, destacam-se:

  • Políticas migratórias e de vistos dos EUA, consideradas rígidas e de difícil cumprimento para determinados países;
  • Preocupações com direitos humanos, incluindo debates sobre tratamento de imigrantes e minorias;
  • Questões de segurança interna, com receio de violência armada e possíveis ataques durante grandes eventos;
  • Custos elevados de hospedagem e passagens, intensificados pela inflação pós-pandemia e pela alta demanda em grandes centros urbanos;
  • Logística complexa, devido à dimensão territorial, longas distâncias entre sedes e necessidade de múltiplas conexões aéreas.

Como o movimento de devolução de ingressos afeta torcedores e países?

O aumento das devoluções de ingressos impacta grupos distintos de torcedores. De acordo com reportagens de Marca, La Gazzetta dello Sport e veículos latino-americanos, muitos fãs relatam frustração com os processos de compra e reembolso. Em geral, esses procedimentos envolvem prazos rígidos e taxas administrativas.

Além disso, diversos torcedores desistem da viagem após terem o visto negado. Outros enfrentam longas filas para entrevistas consulares, o que aumenta a insegurança no planejamento. Em países como Brasil, Argentina e membros da União Europeia, agências de turismo especializadas registram mais pedidos de cancelamento. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por jogos no Canadá e no México. Nessas regiões, muitos viajantes consideram o processo de entrada menos burocrático do que nos EUA.

Por esse motivo, algumas agências passaram a reconfigurar pacotes. A estratégia busca reduzir a permanência em solo norte-americano e priorizar partidas em cidades canadenses e mexicanas, sobretudo nas fases iniciais. Já para torcedores de regiões com menor renda disponível, como partes da América do Sul, África e Ásia, o custo total se torna decisivo. Visto, passagens, hospedagem e seguro elevam o orçamento. Segundo entrevistas publicadas por Al Jazeera e Deutsche Welle, muitos gastos superam o planejamento inicial.

O que a FIFA e o comitê organizador dizem sobre o boicote?

Diante do aumento de menções ao boicote à Copa 2026 e das devoluções de bilhetes, a FIFA adota um discurso de cautela. Em comunicados recentes, a entidade ressalta que o volume de interessados ainda permanece elevado. Segundo a organização, o número de pedidos de reembolso se mantém dentro do "intervalo esperado" para um torneio de grande porte. Além disso, a FIFA, no entanto, não confirma os dados divulgados por veículos como o Marca. Além disso, a federação enfatiza que a distribuição de jogos entre Estados Unidos, Canadá e México busca diluir custos e facilitar o acesso de diferentes públicos.

Autoridades locais e o comitê organizador norte-americano, por sua vez, reforçam que vão ampliar medidas de segurança e protocolos de controle de fronteiras para lidar com o fluxo de turistas. Em entrevistas reproduzidas por jornais como o New York Times e a CNN, representantes do evento afirmam que mantêm diálogo com governos e companhias aéreas. Além disso, esses diálogos visam oferecer mais clareza sobre processos de visto, voos extras e pacotes integrados. Em algumas cidades-sede, gestores já anunciam investimentos adicionais em transporte público e estruturas temporárias para receber torcedores, como fan zones e reforço de policiamento em áreas turísticas.

No campo digital, a FIFA monitora a repercussão das principais hashtags de boicote e, segundo analistas especializados em comunicação esportiva ouvidos por mídias europeias, mantém uma estratégia de enfatizar campanhas positivas ligadas a diversidade, inclusão e legado do torneio. O objetivo declarado consiste em reforçar a imagem da Copa do Mundo 2026 como evento global e não restrito a uma única política nacional. Paralelamente, consultores de reputação recomendam que a entidade dialogue com organizações de direitos humanos, para reduzir críticas e mostrar compromisso concreto com essas pautas.

Quais podem ser as consequências desse movimento para a Copa de 2026?

Diante do aumento das menções ao boicote e das devoluções de ingressos, a FIFA adota um discurso cauteloso. Em comunicados recentes, a entidade afirma que o interesse pelo torneio segue elevado. Segundo a organização, os pedidos de reembolso permanecem dentro do intervalo esperado. Ainda assim, a FIFA não confirma números divulgados por veículos como o Marca. Por outro lado, a federação destaca que a divisão de jogos entre Estados Unidos, Canadá e México busca diluir custos e ampliar o acesso do público.

Enquanto isso, autoridades locais e o comitê organizador norte-americano prometem reforçar medidas de segurança. Em entrevistas ao New York Times e à CNN, representantes afirmam manter diálogo com governos e companhias aéreas. O objetivo é esclarecer processos de visto, ampliar voos e oferecer pacotes integrados. Além disso, algumas cidades-sede já anunciam investimentos extras. Entre eles estão melhorias no transporte público, criação de fan zones e reforço do policiamento em áreas turísticas.

No ambiente digital, a FIFA monitora a repercussão das hashtags de boicote. Segundo analistas de comunicação esportiva ouvidos por mídias europeias, a estratégia atual prioriza campanhas positivas. Essas ações destacam diversidade, inclusão e legado do torneio. Paralelamente, consultores recomendam maior diálogo com organizações de direitos humanos.

Futebol – depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy
Futebol – depositphotos.com / ArturVerkhovetskiy
Foto: Giro 10
Giro 10
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