Convocação da Seleção Feminina 2026: lista oficial
Convocação da Seleção Feminina 2026: lista e análise completa
A convocação da Seleção Feminina foi divulgada nesta quinta-feira (12) pelo técnico Arthur Elias. A lista reúne 26 jogadoras para os amistosos contra Costa Rica, Venezuela e México, entre os dias 27 de fevereiro e 7 de março.
Esses jogos abrem o calendário de 2026. E, mais do que partidas isoladas, fazem parte da preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.
A convocação da Seleção Feminina marca o início de um novo ciclo de ajustes. É o momento de testar variações táticas, observar atletas em diferentes contextos e consolidar uma base competitiva.
Lista completa da convocação da Seleção Feminina
Goleiras
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Lelê (Corinthians)
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Thaís (Benfica)
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Cláudia (Cruzeiro)
Defensoras
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Tarciane (Lyon)
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Mariza (Tigres)
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Thaís Ferreira (Corinthians)
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Lauren (Atlético de Madrid)
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Yasmim (Real Madrid)
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Fê Palermo (Palmeiras)
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Tamires (Corinthians)
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Gi Fernandes (Corinthians)
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Bela (PSG)
Meio-campistas
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Duda Sampaio (Corinthians)
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Ana Vitória (Corinthians)
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Maiara (Angel City)
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Brena (Palmeiras)
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Luana (Orlando Pride)
Atacantes
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Kerolin (Manchester City)
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Bia Zaneratto (Palmeiras)
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Tainá Maranhão (Palmeiras)
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Gabi Zanotti (Corinthians)
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Jheniffer (Tigres)
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Luany (Atlético de Madrid)
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Jaque (Corinthians)
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Adriana (Al-Qadsiah)
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Geyse (América-MEX)
A lista confirma a tendência recente: equilíbrio entre atletas que atuam no Brasil e jogadoras em grandes ligas internacionais.
O que essa convocação revela sobre o momento da Seleção
A convocação da Seleção Feminina mostra um time em transição controlada. Não é uma ruptura. Mas também não é manutenção pura.
Arthur Elias mantém uma base consolidada. Ao mesmo tempo, amplia as opções ofensivas e testa novas combinações no meio-campo.
Isso é estratégico.
O Brasil busca mais intensidade na pressão pós-perda. Busca também maior compactação defensiva. E quer melhorar a eficiência nas transições.
Esses amistosos servem exatamente para isso.
Retornos que mudam o cenário
Um dos nomes mais simbólicos da convocação da Seleção Feminina é Luana. A meio-campista retorna após enfrentar um câncer e ficar 18 meses afastada.
Sua volta representa força mental e profundidade técnica no setor central.
Adriana também reaparece na lista após período fora. Ela oferece velocidade pelos lados e capacidade de romper defesas fechadas.
Esses retornos aumentam a concorrência interna. E elevam o nível do grupo.
Contexto internacional: por que esses jogos são estratégicos
Costa Rica, Venezuela e México não foram escolhidos por acaso.
O México vive fase de crescimento no futebol feminino. A liga local recebeu investimento pesado nos últimos anos.
Enfrentar as mexicanas fora de casa é um teste real de pressão e ambiente adverso.
A Venezuela, por sua vez, evoluiu fisicamente e aposta em jogo direto. É um desafio diferente.
Já a Costa Rica tradicionalmente organiza bem o sistema defensivo. Isso obriga o Brasil a trabalhar paciência e circulação de bola.
Ou seja: estilos distintos. Cenários distintos. Aprendizados distintos.
O peso da Copa do Mundo 2027
A convocação da Seleção Feminina precisa ser analisada dentro de um plano maior.
O Brasil será sede da Copa do Mundo 2027. Isso aumenta a cobrança. E também a responsabilidade.
A preparação não começa um ano antes. Começa agora.
Cada Data FIFA é um laboratório. Cada amistoso é um teste estratégico.
Arthur Elias precisa definir:
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Qual será o padrão tático base
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Quem sustenta o meio-campo em jogos grandes
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Quem decide no ataque
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Quem assume liderança em campo
Essas respostas começam a ser construídas nesses jogos.
A força do futebol feminino brasileiro
Outro ponto importante da convocação da Seleção Feminina é a presença forte de atletas que atuam no Brasil.
Corinthians e Palmeiras seguem como pilares da base da equipe.
Isso mostra que o Campeonato Brasileiro Feminino evoluiu. A estrutura melhorou. A competitividade aumentou.
E a Seleção colhe esse resultado.
Ao mesmo tempo, o número de atletas na Europa e nos Estados Unidos mostra que o futebol brasileiro está cada vez mais exportando talento.
Essa mistura amplia repertório tático.
Expectativa para os amistosos
O Brasil deve testar variações de esquema.
Pode alternar entre 4-3-3 e 4-2-3-1. Pode usar extremos mais abertos. Pode fortalecer o meio com dupla de contenção.
Nada será definitivo. Mas tudo será observado.
A convocação da Seleção Feminina é apenas o primeiro passo. O desempenho em campo será o verdadeiro termômetro.
Conclusão
A convocação da Seleção Feminina 2026 inicia um ciclo estratégico importante.
Não é apenas uma lista de nomes. É um recorte do projeto esportivo da comissão técnica.
Os amistosos contra Costa Rica, Venezuela e México servirão para ajustar peças, testar alternativas e consolidar identidade.
Com a Copa do Mundo 2027 no horizonte, cada escolha agora tem impacto direto no futuro da equipe.
E é exatamente por isso que essa convocação importa tanto.