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Joey King: "Slender Man - Pesadelo Sem Rosto tem efeitos que eu nunca tinha visto num filme de terror" (Exclusivo)

Conversamos com a jovem atriz de A Barraca do Beijo.

19 ago 2018
09h45
atualizado às 11h21
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Aos 19 anos de idade, ela tem 57 filmes e séries na carreira. Em 2018, Joey King ganhou os holofotes com o sucesso inesperado de A Barraca do Beijo, da Netflix. Mas ela já tinha participado de projetos grandes como Independence Day - O Ressurgimento, Fargo, O Ataque, Invocação do Mal, Oz: Mágico e Poderoso, Invasão do Mundo - Batalha de Los Angeles, A Era do Gelo 3...

Foto: Martina Tolot / AdoroCinema

Agora, King é a protagonista de Slender Man - Pesadelo Sem Rosto, baseado na lenda urbana do Slender Man, monstro alto e de braços gigantes que ataca jovens indefesos. A criatura se tornou popular nas redes sociais, tendo inclusive motivado um crime real.

Na ficção dirigida por Sylvain White, ela interpreta Wren, garota rebelde que não acredita no mito da criatura sem rosto, até ser aterrorizada por ele e decidir enfrentar o monstro com a ajuda de suas maiores amigas.

O AdoroCinema conversou com King, que contou de que modo esse filme se distingue de outras histórias de terror e como o projeto se relaciona com a tragédia real. Ela ainda comentou a repercussão de A Barraca do Beijo:




Você tem feito vários filmes de terror, como Invocação do Mal e 7 Desejos. O que te atrai no gênero?

Joey King: Eu adoro as reações que o terror provoca nas pessoas. Gosto de ver o público tenso, torcendo, se assustando. Nenhum outro gênero tem a mesma relação com o público, e adoro ser parte de um projeto que traz respostas tão fortes.

Você já conhecia o Slender Man antes de participar do filme?

Joey King: Com certeza! Eu conhecia muito bem, e inclusive jogava o videogame sobre ele. Por isso, quando veio o convite, eu aceitei sem pensar duas vezes.

A sua personagem sofre uma transformação intensa. Como construiu Wren?

Joey King: Eu adorei a Wren. Ela é uma personagem extremamente complexa, com diversas nuances para interpretar. Além disso, ela ganha um aspecto novo a cada nova cena, é uma transformação que nunca para. Isso sem falar no fato de que Wren é uma pessoa interessante, tem uma personalidade cativante, como indivíduo mesmo. Para a minha sorte, o nosso diretor, Sylvain White, era totalmente aberto a ouvir o que a gente tinha a dizer sobre as personagens, às pequenas mudanças que o elenco podia trazer. Todas nós construímos as personagens com muito carinho por cada uma, e espero que o espectador consiga ver isso quando assistir ao filme.


O que torna o Slender Man particularmente assustador, em comparação com outros monstros ou vilões de terror?

Joey King: Ele é um personagem muito misterioso, primeiro por não ter rosto, e depois porque isso não o impede de ficar observando as pessoas, espiando. Ele tem essa maneira de olhar que é sinistra, e tem todas as fotos da mitologia do personagem, em preto e branco, distantes. Além disso, ninguém sabe muito bem como ele funciona, quem ele vai atacar, e de que maneira. O Slender Man é um personagem imprevisível. O que me dá mais medo no filme é o fato de que ele poderia atacar todas as meninas de uma vez, mas ele espera, age com calma, e depois parte para atacá-las, uma por uma.

Outro ponto de interesse do filme é ser estrelado inteiramente por garotas que fazem toda a investigação sozinhas.

Joey King: Com certeza. Eu acho importantíssimo ter filmes com mulheres fortes à frente da história, e certamente fizeram um trabalho muito bom com essa história. O melhor aspecto deste grupo de garotas é que cada uma tem uma personalidade diferente, um passado próprio, e um ponto de vista particular sobre os ataques do Slender Man. São personagens complexas, e todas muito fortes.


Em 2018, temos a impressão de que os fãs de terror já viram de tudo, seja no cinema ou pela Internet. Como chocar as pessoas, provocar medo?

Joey King: Algo fascinante nos novos filmes de terror é que eles brincam com elementos muito parecidos, mas chegam a resultados totalmente diferentes. Você citou Invocação do Mal, por exemplo, que desperta medo porque toca na questão de espíritos e demônios, fala de religiosidade, que é um universo com regras próprias. Já Slender Man desperta medo pelas imagens, é um terror essencialmente visual. Ele tem alguns efeitos na floresta, algumas distorções na imagem que eu nunca tinha visto antes num filme de terror. Além disso, são imagens muito bem construídas. Elas são assustadoras e lindas ao mesmo tempo.

De que modo o filme de relaciona com o caso real, quando duas garotas assassinaram uma colega nos Estados Unidos, por medo do Slender Man?

Joey King: Eu sempre digo isso nas minhas entrevistas, e faço questão de deixar extremamente claro: o nosso filme não tem nada a ver com a tragédia real. Foi isso, aliás, que me atraiu no projeto: desde que li o roteiro, percebi que ele nunca exaltava, nem explorava a tragédia. Se ele se apropriasse de qualquer maneira dos fatos, eu jamais teria aceitado o papel. Esta é uma obra fictícia, e nesse sentido acredito que o Sylvain e toda a equipe fizeram um trabalho excelente. Nós trabalhamos sobre um mito, uma fantasia.


Joey King em A Barraca do Beijo

Falando da sua carreira: você adquiriu uma popularidade imensa no Brasil e no mundo com A Barraca do Beijo. Por que acredita que este filme obteve tanto sucesso?

Joey King: Nossa, isso me deixa muito, muito feliz! Fico empolgadíssima com esse resultado. Eu acreditei no filme desde o primeiro momento, desde o roteiro, e mergulhei de cabeça nele. Por isso fico tão feliz de ver que ele deu certo desta maneira, e gerou reações tão calorosas do público. Sinto muito orgulho de saber que as pessoas viram o que eu também vi nessa história. 

Pretende investir em mais comédias românticas depois desse sucesso?

Joey King: Pode ser, por que não? Ainda não tenho nada fechado nesse sentido, mas eu com certeza avaliaria a possibilidade. Adorei trabalhar com a Netflix, é uma produtora impressionante, e estaria aberta a novos projetos com eles, sem dúvida.



AdoroCinema
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