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James Gunn pode ser contratado pela Warner após demissão da Disney

Mais um impressionante desenrolar do caso mais polêmico, polarizador e bombástico dos últimos tempos.

9 ago 2018
15h21
atualizado às 16h09
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Do céu ao inferno... e ao céu novamente. James Gunn pode ter encontrado inúmeros detratores após ser demitido pela Disney do comando de Guardiões da Galáxia Vol. 3 por uma série de tuítes ofensivos, postados há uma década, mas recebeu apoio em igual medida. E de acordo com informações do The Hollywood Reporter, o clamor popular em defesa do realizador desligado do Universo Cinematográfico Marvel chamou a atenção de outros estúdios: a Warner, detentora do Universo Estendido da DC, estaria interessada nos serviços do cineasta.

Foto: Jesse Grant / AdoroCinema

A companhia, que seria apenas uma das muitas produtoras hollywoodianas em contato com Gunn segundo o periódico estadunidense, só tem a ganhar com uma possível contratação. Além da onda de apoio que vem recebendo nas últimas semanas, cuja crista evidentemente foi a carta aberta assinada pelo elenco de Guardiões da Galáxia, Gunn já provou ser um diretor e roteirista mais do que competente - afinal de contas, os bandidos da ópera espacial do UCM tornaram-se ícones da cultura pop por causa do diretor. Assim, qualquer estúdio que assegurar Gunn - e a mídia positiva que trará, apesar da parcela do público contrária a ele - pode considerar-se com sorte.

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No momento, ainda não há nenhuma negociação oficial entre o cineasta e qualquer outro estúdio porque Gunn precisa solucionar sua questão contratual com a Disney. Ademais dos quase US$ 10 milhões que o diretor deve receber por causa do roteiro de Guardiões da Galáxia Vol. 3, já escrito e submetido às mãos do produtor Kevin Feige, outras pendências não divulgadas precisam ser finalizadas para que qualquer uma das gigantes de Hollywood possa fazer uma oferta formal para Gunn. Tanto o diretor quanto a Disney/Marvel não realizaram maiores comentários sobre o novo desenrolar do polêmico e polarizador caso.

Enquanto tudo reside no terreno da especulação e a casa de Mickey Mouse tenta solucionar o estranho e feroz clima interno - Dave Bautista que o diga - acarretado pelo desligamento de Gunn, nos resta especular sobre possíveis cenários futuros para o diretor. Uma vez que ia supervisionar todo o Universo Cinematográfico Marvel após Guardiões da Galáxia Vol. 3 ao lado de Feige e que comandou uma franquia de US$ 1,5 bilhão de arrecadação durante quatro anos, Gunn pode ser a escolha perfeita para qualquer companhia que deseje construir seu próprio Universo Compartilhado - ou para qualquer estúdio que deseje reiniciar o seu.

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A Warner, por exemplo, que está tentando estabelecer de fato seu Universo Estendido da DC após a demissão de Zack Snyder, seria o destino mais natural para Gunn. Além de toda sua expertise com o UCM, o diretor pode trazer mais humor para o DCEU, objetivo que o novo presidente da DC Films, Walter Hamada, já sinalizou querer perseguir. O Universo Estendido liderado por Henry Cavill e Gal Gadot precisa, mais do que nunca, de uma visão e de um comando, dois elementos que Gunn poderia facilmente fornecer. Isso sem contar com a interessante narrativa que a movimentação criaria de imediato com a segunda chance ofertada para o realizador, que manifestou arrependimento público por seus lamentáveis comentários de mau gosto.

"Após ser demitido de uma companhia, um cineasta dá a volta por cima salvando o Universo Cinematográfico de sua antiga rival": uma perfeita história de redenção hollywoodiana.

AdoroCinema

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