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Academia do Oscar estabelece "padrões de conduta" para seus membros

O início da mudança após o escândalo de assédio sexual em Hollywood.

7 dez 2017
14h06
atualizado às 14h15
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Em meio aos relatos de escândalo sexual que assolam a indústria cinematográfica e televisiva em Hollywood, a Academia de Artes e Ciência Cinematográficas, responsável pelo Oscar, decidiu estabelecer "padrões de conduta" para os seus membros. A medida, que promove mudanças na estrutura de relações de trabalho, promete suspender ou expulsar qualquer integrante do grupo que tenha agido de forma abusiva ou preconceituosa.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

"[...] Os membros devem se comportar de forma ética, defendendo os valores da Academia de respeito pela dignidade, inclusão e de um ambiente de apoio que promove a criatividade. [...] Não há lugar na Academia para as pessoas que abusam do status, poder ou influência de forma que viole os reconhecidos padrões de decência. A Academia é totalmente contra qualquer forma de abuso, assédio ou discriminação — seja de gênero, orientação sexual, raça, etnia, deficiência, idade, religião ou nacionalidade.", pontua um trecho da declaração.

Os Padrões de Conduta da Academia foram organizados pelo CEO Dawn Hudson junto com uma série de profissionais de diferentes áreas e enviados a todos os membros. Uma força tarefa irá "finalizar os procedimentos para lidar com as alegações de má conduta, garantindo que [a Academia] possa agir de forma justa e eficiente". Esses orientações serão enviados aos integrantes em 2018. Com esse pensamento à longo prazo, os membros acusados, como Kevin Spacey e Roman Polanski, não devem ser suspensos ou expulsos no momento.

A decisão foi tomada junto com a Academia de Televisão e o BAFTA (Academia Britânica de Cienma e Televisão), gerando mudanças não só para os membros do Oscar, mas também nos códigos de conduta de outras organizações: AFI (Instituto Americano do Cinema), Film Independent (organização de cineastas independentes) e UCLA (escola de teatro, cinema e televisão).

Toda problemática de assédio sexual em Hollywood veio à tona no início de outubro, quando um matéria do The New York Times revelou que uma série de mulheres — como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Rose McGowan — haviam sofrido abuso do produtor Harvey Weinstein. Dias depois da publicação, a Academia do Oscar expulsou o ex-magnata da associação e, na época, prometeu continuar trabalhando para estabelecer "padrões éticos de conduta".

AdoroCinema

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