Chico 2.0: Releituras de suas músicas unem gerações e diferentes estilos
O projeto "Chico 2.0" homenageia a obra de Chico Buarque com releituras feitas por artistas contemporâneos de gêneros como rap, trap, funk e R&B, incluindo Tasha & Tracie, MC Livinho e Xênia França. Dividido em duas partes, com lançamentos em agosto e outubro, o álbum busca conectar gerações ao inserir novas linguagens e sonoridades aos clássicos atemporais da MPB, mantendo a essência e a força crítica das composições originais para alcançar novos públicos.
Chico Buarque atravessa gerações e agora ganha novas vozes para apresentar sua obra a um público ainda maior. É essa a proposta de Chico 2.0, projeto da Favela Records, Tha House e Universal Music Brasil que reúne artistas de diferentes estilos em releituras de músicas do cantor e compositor.
O álbum será dividido em duas partes. A primeira chega às plataformas digitais ainda em agosto, enquanto a segunda está prevista para outubro. Ao todo, o projeto passeia por gêneros como rap, trap, funk, R&B, samba, soul e nova MPB.
Entre os nomes convidados estão Dexter, MC Livinho, Xênia França, MC Cabelinho, Budah, Júlia Mestre, TZ da Coronel, Don L, VANDAL, Tasha & Tracie, Grag Queen, Bela Maria e Maurício Pazz.
A ideia é justamente colocar artistas de diferentes cenas diante de composições que já fazem parte da história da música brasileira. As versões preservam a essência das obras, mas recebem novas sonoridades e a identidade de cada participante.
Tasha e Tracie em "Deus Lhe Pague"
Tasha & Tracie ficaram responsáveis por uma releitura de "Deus Lhe Pague", uma das faixas que integram a primeira parte do projeto. Para as artistas, o desafio foi encontrar um equilíbrio entre respeitar a composição original e deixar suas próprias marcas na música.
Em entrevista, Tasha destacou que a intenção era preservar o respeito pela obra, mas também imprimir a identidade da dupla. "O que a gente quer deixar é, além de muito respeito pela obra, a nossa identidade, a nossa voz", disse.
Segundo ela, a letra continua atual por retratar questões que atravessam diferentes momentos do Brasil. "É um retrato de Brasil e é uma letra atemporal", completou.
Tasha ainda explicou que a dupla buscou atualizar a interpretação sem alterar a essência da composição. "Quero, acho que a gente cumpriu a missão de deixar um pouco atual, sem ter que mudar nada, mas colocando assim a nossa visão", afirmou.
Tracie também ressaltou a importância de deixar uma marca própria em uma obra de um artista que considera tão potente. "Acho que a gente também queria deixar a nossa potência, como marca nisso", contou.
Para ela, a longevidade de Chico Buarque é uma inspiração para quem trabalha com arte. "É um objetivo de vida ser imortal como uma pessoa dessa, como o Chico, que quem faz arte assim é imortal", declarou.
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