Caso Henry Borel: juíza dá perdão a Monique Medeiros, mãe do menino, e alega 'preconceito de gênero'; Jairinho é condenado a quase 44 anos de prisão
O caso Henry Borel chega a um desfecho! Enquanto o padrasto Jairinho é condenado a mais de 40 anos de prisão, a mãe, Monique Medeiros, recebe perdão judicial, justificado por 'preconceito de gênero'
O julgamento de Monique Medeiros e dr.Jairinho chegou ao fim nesta madrugada de quinta-feira (4), mais de cinco anos depois da morte do menino de 4 anos. Foram 10 dias de tribunal até se chegar à condenação do ex-vereador e médico, padrasto da criança, a quase 44 anos de prisão. Já a mãe, professora demitida da prefeitura carioca, recebeu perdão judicial após pena de 1 ano e 4 meses.
A juíza Elizabeth Machado Louro apontou ausência de antecedentes criminais da ré, bem como elementos suficientes que pudessem avaliar de forma negativa a mãe de Henry - vale recordar que desde a morte do filho, em março de 2021, Monique conseguiu no mínimo dois habeas corpus.
Caso Henry Borel: juíza fala em discriminação de gênero a Monique
Na avaliação de Elizabeth, houve um preconceito de gênero em relação à ré. "Claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal. Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado", leu. A juíza considerou ainda que Monique já cumpriu sua pena desde o início do processo.
"Mãe suficiente não basta", prosseguiu a magistrada em sua fala ao avaliar o julgamento público da ré. Em abril de 2021, ao depor na delegacia, a mãe de Henry chegou a fazer selfie no local mostrando um leve sorriso.
No mesmo mês, o jornal "O Globo" relatou que no dia seguinte ao enterro do filho, Monique se dirigiu a um salão de beleza, localizado na Barra da Tijuca, hoje Zona Sudoeste da capital fluminense. Apenas nesta semana, pela primeira v...
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