Anitta é coroada rainha da Grande Rio por Eloína dos Leopardos no Rio
Aos 80 anos, artista foi a responsável por entregar a coroa à cantora durante cerimônia no Rio de Janeiro
Anitta foi coroada rainha da Grande Rio por Eloína dos Leopardos, de 80 anos, ícone histórico do Carnaval carioca. Convidada por Joãosinho Trinta na Beija-Flor em 1976, Eloína é reconhecida como a primeira rainha de bateria e a primeira mulher trans a ocupar o posto. Além de sua trajetória no samba, a veterana tem rica carreira artística marcada pelo teatro, pelo exílio em Paris durante a ditadura militar e pela criação do famoso espetáculo Noite dos Leopardos, além do projeto Divinas Divas.
Anitta foi coroada rainha da Grande Rio neste domingo (20), no Rio de Janeiro, e a responsável por entregar a coroa à cantora foi Eloína dos Leopardos. Aos 80 anos, a artista é um nome histórico do Carnaval carioca e foi pioneira ao ocupar o posto de rainha de bateria.
O encontro entre as duas gerações aconteceu durante uma cerimônia da escola e resgatou a trajetória de Eloína, que fez história décadas antes de Anitta assumir o posto na Grande Rio.
Eloína desfilou à frente da bateria da Beija-Flor de Nilópolis em 1976, em uma época em que a função ainda não tinha o formato tradicional conhecido atualmente. Sua presença na escola aconteceu por convite do carnavalesco Joãosinho Trinta, depois que ele a conheceu em um concurso durante um baile de Carnaval.
À frente da bateria no enredo Sonhar com Rei Dá Leão, Eloína ajudou a Beija-Flor a conquistar o título daquele ano. Ela permaneceu na agremiação até 1978 e é reconhecida pela própria escola como a primeira rainha de bateria do Carnaval e a primeira rainha trans da festa.
Mas a história de Eloína vai muito além do samba. Nascida no Rio de Janeiro, em 1945, ela começou no teatro trabalhando nos bastidores, como camareira de vedetes, antes de passar a atuar nos palcos.
Durante a ditadura militar, em 1969, deixou o Brasil e seguiu para Paris, onde continuou trabalhando como artista. Anos depois, de volta ao país, criou o espetáculo "Noite dos Leopardos", que ficou conhecido pela sensualidade e pela presença de homens nus em cena. A produção permaneceu em cartaz no Rio por cerca de dez anos.
Eloína também integrou o Divinas Divas, projeto que reuniu nomes da primeira geração de artistas travestis brasileiras.
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