Biquíni, leopardo; veja 10 histórias inesquecíveis do Festival de Cannes
15 mai2012 - 15h15
(atualizado às 21h24)
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Ao longo de seus 65 anos de vida, o eclético e glamuroso festival de Cannes tem sido o cenário do despertar de grandes talentos do cinema, assim como um trampolim de novas tendências de moda e comportamento social. Nada disso sem um toque de polêmica, extravagância e rebeldia, qualidades inerentes ao festival mais importante da indústria cinematográfica.
A edição deste ano irá contar com fimes como On The Road, Cosmopolis, Moonrise Kingdom , e Like Someone in Love , além de estrelas como Brad Pitt, Nicole Kidman, Kirsten Dunst (que ganhou o prêmio de melhor atriz no ano passado) e Viggo Mortensen. Clique na aba ao lado e recorde 10 momentos que ajudaram a cimentar o êxito vanguardista do Festival de Cannes:
A sessão fotográfica em que o ator estadunidense Robert Mitchum tapa os seios da atriz francesa Simone Silva na edição de 1954 é uma das cenas mais emblemáticas da história do Festival Cannnes. O desespero dos fotográfos para registrar o melhor ângulo da cena foi tão grande que, pelo lugar ideal, duas pessoas acabaram sofrendo fraturas. A audácia de Silva foi mal vista pelos dirigentes do Festival, que terminaram expulsando-a do evento.
O cineasta mais jovem a ganhar a Palma de Ouro foi o estadunidense Steven Soderbergh. O diretor conquistou o aclamado prêmio em 1989, com Sexo, Mentiras e Videotape, quando tinha somente 26 anos. O filme se converteu em um sucesso comercial e contribuiu imensamente para a revolução do cinema independente dos anos 1990. Hoje, Soderbergh é um dos mais aclamados cineastas do mundo cinematográfico.
Foto: AFP
A poppularidade do traje de banho de duas peças deve seu êxito em grande parte ao ícone sexual dos anos 60 Brigitte Bardot. A atriz francesa vestiu um biquíni durante a oitava edição do Festival, em 1953, e causou furor entre o público. Durante uma sessão de fotos com o astro Kirk Douglas, a estonteante loira apareceu em público vestindo o biquíni desenhado havia pouco mais de dez anos pelo engenheiro francês Louis Réard. "Nunca havia visto um destes", disse na época Douglas.
Foto: Divulgação
Para divulgar seu filme O Leopardo, a diva italiana Claudia Cardinale passeava com um leopardo pelas praias de Cannes durante o Festival de 1963. A excêntrica cena é um reflexo da essência rebelde e vanguardista de Cannes.
Foto: AFP
A atriz estadunidense de origem britânica Olivia de Havilland foi em 1965, a primeira mulher que presidiu o jurado de Cannes. Na história do evento, apenas nove representantes do sexo feminino foram elegidas para esta solenidade:Sophia Loren (1966), Michéle Morgan (1971), Ingrid Bergman (1973), Jeanne Moreau (1975 y 1995), Françoise Sagan (1979), Isabelle Adjani (1997), Liv Ullmann (2001) e Isabelle Huppert (2009).
Foto: Getty Images
Os protestos de 1968, nascidos nas entidades estudantis de Paris, fizeram com que o Festival fosse cancelado naquele ano. Três dias depois do início do evento, vários estudantes manifestaram-se contra a sua realização. Cineastas como Roman Polanski, Louis Malle, Jean Luc-Godard y François Truffaut declararam apoio aos jovens. O Festival foi finalmente cancelado em 19 de maio.
Foto: Getty Images
A sessão fotográfica em que o ator estadunidense Robert Mitchum tapa os seios da atriz francesa Simone Silva na edição de 1954 é uma das cenas mais emblemáticas da história do Festival Cannnes. O desespero dos fotográfos para registrar o melhor ângulo da cena foi tão grande que, pelo lugar ideal, duas pessoas acabaram sofrendo fraturas. A audácia de Silva foi mal vista pelos dirigentes do Festival, que terminaram expulsando-a do evento.
Foto: Getty Images
Em 1987, o filme Sob o Sol de Satã , dirigido pelo diretor francês Maurice Pialat e protagonizado por Gérard Depardieu e Sandrine Bonnaire, recebeu a Palma de Ouro. O triunfo da obra, uma adaptação de Georges Bernanos, não foi bem recebida pela platéia da cerimônia, que criticou a decisão com vaias. A situação desesperou o diretor que respondeu às críticas mostrando o dedo do meio.
Foto: AFP
Alguns dos momentos mais polêmicos ocorreram dentro da sala de projeção. Em 2003, durante a exibição do filme Irreversível, protagonizado por Mônica Belluci, três pessoas desmaiaram por causa da violência das imagens. Em 1997, o cineasta Wim Wenders abandonou a exibição do filme Brincadeiras Perigosas. Entretanto, foi a exibição de Anticristo(2009), que mais chocou a platéia, que abandonou o filme depois que a protagonista se mutilou no órgão genital.
Foto: AFP
Em 2007, o britânico Sacha Baron Cohen escandalizou o público ao andar no tapete vermelho vestindo um traje de banho de uma só peça. O ator passeou por Cannes caracterizado como o personagem de seu filme, Borat, vestindo-se e encostando-se por cima dos banhistas que desfrutavam tranquilamente a praia.
Foto: Divulgação
Em um dos atos mais políticos de toda a história das premiações de cinema, o corpo de jurados de Cannes, então presidido por Quentin Tarantino, decidiu outorgar a Palma de Ouro ao então controvertido diretor Michael Moore, pelo documentário Fahrenheit 9/11, em 2004. Tarantino justificou que a eleição havia sido baseada em "mérito artístico", e não como resposta à guerra do Iraque, comandade então pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.