Trabalho de guasqueiro se torna patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Sul.
O deputado Gaúcho da Geral (PSD), autor do texto, destaca que a tradição dos guasqueiros remonta ao período de colonização espanhola e portuguesa na América do Sul.
Um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa nesta terça-feira (23) reconhece o trabalho dos guasqueiros como patrimônio histórico e cultural do estado do Rio Grande do Sul. Esses artistas utilizam couro cru para produzir peças de encilhas, bainhas para facas, chaveiros e outros artigos gauchescos.
O deputado Gaúcho da Geral (PSD), autor do texto, destaca que a tradição dos guasqueiros remonta ao período de colonização espanhola e portuguesa na América do Sul. Nesse contexto, o "gaúcho histórico" começou a desempenhar tarefas campeiras, como a caça do gado selvagem abandonado pelos jesuítas espanhóis. Surgiu então a necessidade de fabricar artigos de couro para montaria.
Para celebrar essa arte, uma exposição temática será realizada no foyer do Multipalco do Theatro São Pedro, em Porto Alegre, a partir das 18h desta quarta-feira. O evento marca o lançamento do livro "Guasqueiro", de Rodrigo Lobato Schlee e Fernanda Valente de Souza.
A mostra, que estará aberta até o dia 27 de maio, apresentará peças que remontam à formação do gaúcho, incluindo uma "pelota" (embarcação de couro primitiva), artigos de montaria como estribos e esporas feitos de couro, um inusitado canhão missioneiro feito de "taquaruçu" (taquara grossa) e couro, além de diversos modelos de boleadeiras, a principal arma de caça e guerra utilizada pelos gaúchos no passado.