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Morre o escritor Maurice Druon, membro da Academia Francesa

14 abr 2009 - 18h27
(atualizado às 19h00)
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O escritor francês Maurice Druon, de origem russa, morreu nesta terça-feira aos 91 anos, anunciou à AFP a historiadora Helène Carrère d'Encausse, Secretária Perpétua da Academia Francesa, instituição da qual era membro desde 1966.

Maurice Druon, morte, Sarkozy, interna
Maurice Druon, morte, Sarkozy, interna
Foto: Getty Images

Ligado ao General De Gaulle, Maurice Druon nasceu em Paris, no dia 23 de abril de 1918, tendo entre seus antepassados um bisavô brasileiro, o escritor, jornalista e político maranhense Odorico Mendes (1799-1864), que se tornou célebre pelas traduções de Homero e Virgilio.

Durante a Segunda Guerra Mundial combateu no interior da França, ingressando, depois nas forças da Resistência. Deixou a França em 1942, atravessando clandestinamente a Espanha e Portugal para trabalhar nos serviços de informações da chamada "França Livre", em Londres, junto com De Gaulle.

Maurice Druon recebeu a Grande-Cruz da Legião de Honra, sendo Comendador das Artes e das Letras e titular de muitas outras condecorações.

Seus livros, entre eles Os Reis Malditos, foram traduzidos para vários idiomas. Compôs com Joseph Kessel o Canto dos Partidários, musicalizado pela compositora Anna Marly, e que passou a servir de hino aos movimentos da Resistência durante a Segunda Guerra Mundial.

"Era um amigo muito chegado, é uma perda imensa para a Academia", informou Carrère d'Encausse à AFP. "Era a memória da Academia", acrescentou.

Recebeu o Prêmio Goncourt (1948) por seu romance As Grandes Famílias e diversas outras homenagens pelo conjunto da obra. É conhecido mundialmente por sua única obra infanto-juvenil, Tistou les pouces verts (O menino do dedo verde), publicada em 1957, com tradução de Dom Marcos Barbosa.

No dia 8 de dezembro de 1966, foi eleito para a cadeira número 30 da Academia Francesa, sucedendo a Georges Duhamel. Foi Secretário Perpétuo dessa instituição, a partir de 1985, mas, em 1999, renunciou à função, cedendo o lugar a Hélène Carrère d'Encausse.

Em abril de 1973 foi nomeado Ministro da Cultura francês, no gabinete Pierre Messmer. Conta-se que, ao assumir o cargo, declarou não ter intenções de ajudar com o dinheiro do governo "subversivos, pornógrafos e intelectuais terroristas", motivando uma onda de protestos de milhares de artistas. Por causa disso, chegou a ser chamado de "ditador intelectual".

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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