Itália abre nova investigação sobre assassinato de Pasolini, morto há 51 anos
Defesa acredita que Pino Pelosi 'não agiu sozinho'
O Ministério Público de Roma reabriu a investigação sobre o assassinato do cineasta e escritor Pier Paolo Pasolini, morto há 51 anos em Ostia. A nova apuração foi motivada por um pedido do advogado Stefano Maccioni com base em novas provas que indicam que Giuseppe Pelosi, único condenado pelo crime de 1975, não agiu sozinho. A defesa busca identificar os demais envolvidos e esclarecer em definitivo a morte do intelectual, revertendo tentativas anteriores de reabertura arquivadas pela Justiça.
O Ministério Público de Roma abriu um novo inquérito sobre o assassinato do cineasta, poeta e escritor italiano Pier Paolo Pasolini, morto há 51 anos em uma praia de Ostia, no Lazio.
O caso, que nunca foi completamente esclarecido, foi retomado após uma denúncia formal do advogado Stefano Maccioni.
Segundo o autor da ação, "o novo requerimento, apresentado em novembro de 2025 e complementado em maio de 2026, baseia-se em novas provas reunidas pela defesa", que concluiu que o então garoto de programa Giuseppe "Pino" Pelosi, único condenado na época do crime, não agiu sozinho: "É fundamental determinar quem estava com ele naquela noite".
"Confiamos que o MP de Roma finalmente possa fornecer as respostas que buscamos há tanto tempo. Também instamos todos aqueles que, até agora, optaram por permanecer em silêncio sobre o que sabem, a se manifestarem e falarem", frisou Maccioni.
Em 2016 e 2023, outros recursos foram apresentados para a reabertura das investigações do homicídio de Pasolini, mas ambos foram rejeitados pelo MP de Roma.
Nascido na província de Bolonha em 1922, Pasolini é tido como um dos maiores intelectuais da Itália no pós-Segunda Guerra. Na noite entre 1º e 2 de novembro de 1975, em uma praia em Ostia, ele foi assassinado, crime que ainda hoje não foi completamente esclarecido. .
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