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Arqueólogos descobrem tumba de provável sacerdotisa de deusa grega na Itália

Sepultura de 2,3 mil anos foi encontrada em Manduria, no sul do país

31 out 2026 - 13h04
(atualizado às 13h33)
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Resumo
Arqueólogos descobriram uma tumba monumental de 2,3 mil anos em Manduria, no sul da Itália, que provavelmente pertenceu a uma sacerdotisa da deusa grega Deméter. Escavada na rocha, a sepultura continha inscrições com termos associados ao sacerdócio, decorações geométricas, um queimador de incenso e gravuras de uma chave de santuário. O achado é fundamental para aprofundar o entendimento sobre a organização urbana e os ritos funerários da região entre os séculos V e III a.C.

Uma equipe de arqueólogos descobriu uma tumba monumental de 2,3 mil anos no Parque Arqueológico das Muralhas Messápias, localizado na necrópole da antiga cidade de Manduria, no sul da Itália.

Sepultura de 2,3 mil anos foi encontrada em Manduria, no sul do país
Sepultura de 2,3 mil anos foi encontrada em Manduria, no sul do país
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A sepultura pertencia provavelmente a uma sacerdotisa associada ao culto da deusa Deméter, divindade grega ligada à fertilidade da terra, ao ciclo da vida e ao submundo.

Denominada "Tumba 17", a estrutura foi talhada diretamente na rocha e encontrava-se selada por três grandes lajes de pedra. Na superfície, foi identificada uma inscrição com um nome feminino, um patronímico e o termo messápio "thabara", expressão associada à função sacerdotal.

No interior do monumento, os especialistas encontraram decorações geométricas, gravuras interpretadas como uma chave de santuário, símbolo tradicional da autoridade sacerdotal feminina, e um queimador de incenso utilizado em rituais religiosos.

Uma segunda inscrição chamou a atenção dos pesquisadores ao apresentar a forma nominal "Damatrioas", possível referência a Deméter. O achado e seus elementos epigráficos seguem sob análise de estudiosos.

As escavações no local permitiram a exploração de quase 25 sepulcros em Manduria, muitos dos quais danificados por saques clandestinos. As descobertas são consideradas fundamentais para ampliar a compreensão sobre a organização urbana e os ritos funerários do antigo município entre os séculos V e III a.C.

Ansa - Brasil
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