Greve nacional na França fecha Torre Eiffel e afeta funcionamento do Louvre
Manifestação reivindica aumentos salariais e melhoria do poder de compra
Uma greve nacional convocada por sindicatos na França fechou a Torre Eiffel e bloqueou galerias do Museu do Louvre, além de paralisar escolas e trens. A mobilização reúne trabalhadores, estudantes e Coletes Amarelos que exigem aumento salarial e poder de compra. Com estimativa de até 80 mil manifestantes em Paris, os protestos ocorrem em meio à pressão fiscal e a cinco meses das eleições presidenciais, momento em que o presidente Emmanuel Macron registra baixa popularidade e não pode ser reeleito.
A Torre Eiffel, um dos principais monumentos de Paris, ficará fechada ao público nesta quinta-feira (5) devido a uma greve nacional convocada por sindicatos na França.
O anúncio foi feito em comunicado publicado no site oficial da empresa responsável pela administração do ponto turístico. "Visitantes com ingressos eletrônicos são solicitados a verificar seus e-mails. Pedimos desculpas pelo transtorno", diz a nota.
O protesto também afetou o funcionamento de algumas galerias do Museu do Louvre, que permanecem inacessíveis aos visitantes.
Milhares de pessoas começaram a participar de manifestações em diferentes regiões do país, atendendo ao chamado de uma frente sindical unificada que reivindica aumentos salariais e medidas para melhorar o poder de compra da população.
Além de trabalhadores de diversas categorias, estudantes e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos (gilets jaunes) também aderiram aos protestos.
A paralisação também provocou impactos em outros serviços, incluindo escolas e o transporte ferroviário.
Na capital francesa, a expectativa é de que até 80 mil pessoas participem das manifestações. A mobilização ocorre em um momento de pressão sobre a economia francesa, enquanto o país busca reequilibrar suas contas públicas.
Além disso, ocorre a apenas cinco meses das eleições presidenciais, cujo segundo turno poderá ser disputado entre a candidata de extrema direita Marine Le Pen e o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon. Em seu segundo mandato e enfrentando baixa popularidade, Emmanuel Macron não poderá concorrer à reeleição.
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