Fontana di Trevi registra mais de 6 mil pagantes em 1º dia de cobrança
Monumento pode arrecadar até 7 milhões de euros por ano
Mais de 6 mil pessoas pagaram ingresso de dois euros (R$ 12,3) para visitar a Fontana di Trevi no primeiro dia de vigência da cobrança implementada pela Prefeitura de Roma, medida voltada a controlar o turismo de massa na "cidade eterna".
Segundo o poder público municipal, 6.406 visitantes acessaram o perímetro interno da fonte mais famosa da Itália, incluindo 86 moradores de Roma, que são isentos da cobrança, na última segunda-feira (2). Isso significa que 6.320 turistas pagaram pela entrada, com uma arrecadação de 12.640 euros (R$ 78 mil).
A meta da Prefeitura é faturar de 6 milhões a 7 milhões de euros por ano (de R$ 37 milhões a R$ 43 milhões), o que representa de 16,4 mil a 19,2 mil euros por dia. Embora a cidade esteja agora na baixa temporada, a Codacons, principal entidade na Itália de defesa dos direitos dos consumidores, definiu a "taxa da fontana" como um "fracasso".
"A maior parte dos turistas rechaçou o absurdo imposto de dois euros, que representa uma horrenda monetização de um local de interesse histórico e cultural e que serve unicamente para encobrir a incapacidade da Prefeitura para encontrar recursos no próprio orçamento", declarou a associação.
O acesso à praça onde fica a fonte do século 18 continua gratuito, mas quem quiser se aproximar do perímetro interno terá de pagar a tarifa. A cobrança é praticada entre 11h30 e 22h, de segunda a sexta-feira, e entre 9h e 22h, nos fins de semana. A última entrada é permitida às 21h.
Imortalizada por Anita Ekberg e Marcello Mastroianni no filme "A Doce Vida", de Federico Fellini, a Fontana di Trevi foi inaugurada em 1762, pelo papa Clemente XIII, e se tornou um dos maiores símbolos de Roma. Nos últimos anos, no entanto, passou a sofrer com os efeitos do turismo predatório, com visitantes tentando entrar na água para se banhar ou praticando atos de vandalismo.