Casa de Mussolini no norte da Itália recebe 3 propostas de compra
Oferta máxima foi feita por empresa e chega a 2,3 milhões de euros
A chamada Villa Mussolini, em Riccione, poderá mudar de proprietário em breve, após ter recebido três propostas de compra, com valores e projetos bastante distintos, revelou o jornal "il Resto del Carlino" nesta sexta-feira (30).
Conhecido como "Villa Mussolini", o imóvel pertence à Fundação Carim, entidade ligada a um antigo banco de Rimini.
A Prefeitura de Riccione, que administra a villa há cerca de 20 anos, teria apresentado uma oferta de 1,2 milhão de euros. Já a empresa David2, sediada em Turim, colocou na mesa 2,3 milhões de euros ? quase o dobro do valor oferecido pelo município. A terceira proposta partiu da Piada Riccionese, no valor de 700 mil euros.
A oferta mais alta, da David2, vem acompanhada de um projeto cultural detalhado. Conforme revelado em reportagem recente da revista "Finestre sull'arte", a empresa pretende instalar na Villa Mussolini a coleção futurista e modernista de Elena e Massimo Massano, que inclui obras de Umberto Boccioni e de artistas da região de Emilia-Romagna.
A iniciativa dialoga com a história do edifício, conhecido por ter sido residência de verão da família Mussolini nos anos 1930.
Massimo Massano é empresário e colecionador de arte, ex-membro do parlamento pelo Movimento Social Italiano (MSI) e fundador do jornal diário de Turim "Cronacaqui".
Segundo informações da imprensa, o jornal mantém vínculos com a David2, cujo diretor único é Walter Altea. Massano e Altea teriam colaborado no fim dos anos 1990 no relançamento da revista "Il Borghese".
A Fundação, sob a liderança do presidente Paolo Pasini, havia estabelecido o prazo de 30 de janeiro para decidir sobre a venda, após uma avaliação que levaria em consideração tanto os aspectos financeiros quanto o projeto cultural apresentados pelos candidatos.
Construída no fim do século 19, a Villa Mussolini foi a residência de verão do ditador, de sua esposa, Rachele Guidi, e de seus filhos entre 1934 e 1943.
Depois da queda do fascismo, se tornou propriedade do Estado e, entre 1966 e 1983, abrigou um restaurante. Em 1997, a casa foi comprada pela Fundação Carim e entregue em comodato à Prefeitura, que a aproveitou como sede de mostras e eventos.