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Caos Mutante: As Tartarugas Ninja são o puro suco do Hip Hop

6 set 2023 - 11h14
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As Tartarugas Ninja surgiram originalmente como uma série de quadrinhos criada por Kevin Eastman e Peter Laird, sendo que o primeiro número foi publicado em maio de 1984. O desenho animado, que ajudou a popularizar as tartarugas em todo o mundo, estreou em 1987. Diga-se de passagem, que todo jovem criado na década de 1990 com toda certeza do mundo chapava nas animações da franquia.

As artes marciais que as tartarugas usam e o Hip Hop andam lado a lado. As referências que RZA e a Wu-Tang Clan projetaram durante a década de 1990 contribuíram para uma febre de referências cinematográficas, quadrinhos, samples e toda uma troca cultural com a arte marcial milenar.

Sensibilidade e análise técnica

As Tartarugas Ninja: Caos Mutante conta a história de Leonardo, Raphael, Donatello e Michelangelo, 4 tartarugas que, após serem expostas à radiação, se tornam ninjas que combatem o mal. O novo filme traz uma versão adolescente desse clássico dos quadrinhos, misturando humor, aventura e diversão para a família toda. Bem, essa é a sinopse, ela pode até ser atrativa, mas caso você nunca tenha visto absolutamente nada das tartarugas, acredito que o filme irá te transportar para uma das maiores experiências cinematográficas no ramo da animação da última década.

O time de roteiro da animação é composto por Seth Rogen, Jeff Rowe, Evan Goldberg, Dan Hernandez, Benji Samit, que trouxeram um brilho a mais quando o assunto é diversão e momentos sensíveis, sem muita apelação para o drama, mas o crescimento de cada uma das Tartarugas como seres excluídos da sociedade.

Além de ser a melhor versão das Tartarugas Ninja, Caos Mutante é na minha opinião a melhor versão da obra nas telas. Leonardo é o líder em aprendizagem, com suas inseguranças e medos. Rafael deseja desbravar e conhecer o mundo, enquanto Michelangelo se mantém como aquele personagem bobo, trazendo a leveza para a relação entre os quatro irmãos, enquanto Donatello é a perfeita representação do nerd fascinado pela cultura pop. Cada um desses elementos nos mostram que o grande valor da narrativa está justamente nessa sensibilidade. 

Foto: AUR

A obra garante entretenimento, boas lutas, um direcionamento forte na narrativa, abrindo espaço para uma sequência, além de chegar junto com uma série de produtos e um marketing impecável, conectando marcas e criadores para falarem sobre a narrativa.

A trilha sonora composta pela dupla Trent Reznor e Atticus Ross, deu vida a uma obra-prima, sem papo de clichê, os recursos utilizados são inovadores e eu colocaria o filme no mesmo hall que Homem-Aranha: Através do Aranhaverso.

Ter Jackie Chan sendo a voz do Mestre Splinter, trouxe um peso maior para a trama, como um dos grandes astros do cinema e mestre indiscutível das artes marciais. Saca só:

Se você assistiu, não deixe de indicar o filme para todo mundo, essa é a minha dica. Ver franquias que marcaram as últimas décadas e flertam diretamente com o Hip Hop acontecendo, é de emocionar. 

Até a próxima.

AUR
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