Filho explica por que havia cerveja e churrasco no velório de Arlindo Cruz: 'Ele pediu'
Gurufim que aconteceu no velório é uma tradição ancestral africana em que o ente é homenageado com música, dança e bebidas
O velório de Arlindo Cruz seguiu a tradição africana do gurufim, com homenagens repletas de música, dança e bebidas, como ele desejava, na quadra da Império Serrano, no Rio.
Durante o último final de semana, fãs, familiares e amigos puderam prestar as últimas homenagens a Arlindo Cruz, na quadra da escola de samba Império Serrano, na Zona Norte do Rio. O velório de Arlindo, contudo, foi um gurufim: tradição que remonta à herança dos africanos escravizados com homenagens ao ente querido com música, dança e bebida.
Receba as principais not\ícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
"A despedida é do jeito que ele pediu. Ele que queria cerveja liberada para o povo, churrasco… Por mais difícil que fosse fazer isso tudo, não poderia deixar de fazer o que ele me pediu", contou Arlindinho, filho do músico.
No local, havia chopeiras e os convidados tocaram sambas clássicos de Arlindo Cruz. Em determinado momento, tomado pela emoção, Arlindinho cantou e tocou ao lado da irmã, Flora, e da mãe, Babi.
Arlindo Cruz é considerado o grande expoente do samba contemporâneo. Ele sofreu um AVC em 2017 e faleceu na última sexta-feira, 8, aos 66 anos.
-1iuvgrn5hpfty.jpg)