A banda de metal que gerou revolta por ter 'matado' Trump em show
Grupo americano na ativa desde a década de 1980 gerou críticas ao se apresentar no festival Riot Fest, em Chicago, no último fim de semana
A banda de heavy metal Gwar tem sido alvo de críticas por perfis de direita nas redes sociais após se apresentar no festival Riot Fest, em Chicago, nos Estados Unidos.
O grupo gerou revolta ao "matar" o presidente Donald Trump em encenação no palco. Em outra parte do show, o bilionário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), também foi "assassinado".
Curiosamente, a interpretação é feita há anos. Existem registros mostrando número similar em 2018. Veja vídeo recente abaixo.
https://twitter.com/LibOrNormal/status/1922319619131310169
De acordo com postagens que criticaram o Gwar, a banda promove a "normalização da violência". Perfis ligados ao movimento Make America Great Again (MAGA), que foi slogan de campanha de Trump, afirmaram (via NME):
"Isso não é ousado, é grotesco e imprudente, e normaliza a violência contra uma pessoa real. Isso não está certo. O Riot Fest e o Gwar cruzaram um grande limite."
Outro acrescentou:
"A esquerda está realmente doente."
No TikTok, o perfil Libs, ligado ao Partido Republicano, condenou a encenação da banda:
"Artistas do Riot Fest em Chicago, Illinois, simularam o estripamento sangrento do presidente Trump no palco enquanto a multidão aplaudia. Isso é incitação. Eles sabem exatamente o que estão fazendo. Os democratas não conseguem se conter. Eles adoram promover a violência."
O que diz o Gwar
Fundado em 1984 em Richmond, Virginia (EUA), o Gwar se notabilizou por se apresentar ao vivo com fantasias de monstros e abordar temas como violência, drogas, sexo e política de forma satírica.
Segundo o vocalista Blöthar The Berserker, acusá-los de incitar a violência é uma interpretação errada da proposta da banda. Ele disse à Billboard:
"A ideia de que o Gwar está normalizando a violência é patentemente absurda. Não somos milionários com medo do que as pessoas vão dizer quando virem o que fazemos... Somos um grupo de artistas que faz arte, e a ideia é que o que fizemos é normalizar a violência... Não há nada de normal na violência que acontece em um show do Gwar."
O frontman do Gwar completou:
"É um desenho animado, é Looney Tunes... É uma tentativa de transformar a violência em um espetáculo e mostrar o absoluto absurdo da humanidade. É isso que o Gwar é, é absurdo. Dizer que está normalizando a violência é realmente exagerado."
Festival se pronuncia
O festival Riot Fest também se manifestou e saiu em defesa da banda, comemorando que "idiotas da internet" estão apenas oferecendo publicidade gratuita ao evento:
"As pessoas mais idiotas da internet ainda estão bravas hoje em dia. Adoro. Contanto que continuem postando aquele vídeo incrível e mencionando nosso nome para publicidade gratuita, é uma vitória para mim."