8 frases potentes de Gloria Steinem sobre feminismo, mulheres e sua trajetória
Jornalista e ativista, que morreu aos 92 anos, falou ao 'Estadão' em 2017 sobre desigualdade, violência contra a mulher, política e a própria carreira
Gloria Steinem, ícone do feminismo nos EUA e cofundadora da revista Ms., faleceu aos 92 anos em Nova York após mais de cinco décadas de ativismo. Em entrevista ao Estadão em 2017 sobre sua autobiografia "Minha Vida na Estrada", a jornalista refletiu sobre os avanços dos direitos femininos, o controle sobre os corpos das mulheres e o papel da escrita em dar voz aos silenciados, defendendo que transformações sociais reais exigem ação comunitária e acontecem de baixo para cima.
Gloria Steinem, uma das principais vozes do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu na última quarta-feira, 2, aos 92 anos, em Nova York. Jornalista, escritora e ativista, ela dedicou mais de cinco décadas à defesa dos direitos das mulheres e foi uma das fundadoras da revista Ms..
Em 2017, aos 83 anos, Steinem conversou com o Estadão sobre a autobiografia Minha Vida na Estrada. Na entrevista, relembrou a infância, falou sobre sua trajetória no jornalismo e refletiu sobre feminismo, violência contra a mulher, política e os desafios enfrentados pelas novas gerações.
As principais frases de Gloria Steinem na entrevista ao 'Estadão'
- "A consciência vem antes da mudança física e agora, definitivamente, há consciência e alguma mudança também."
- "Hoje sabemos que não somos loucas; o sistema é que é louco."
- "No meu tempo, por exemplo, não havia uma palavra para violência doméstica. Ela era chamada 'vida'. E as mulheres eram culpadas pelo ato de seus maridos."
- "O movimento feminista surgiu de todas essas mudanças principalmente porque percebemos que é preciso ter controle sobre o corpo da mulher para manter a diferença de gênero."
- "Com ela [mãe], aprendi a amar os livros e a escrita. Antes de eu nascer, ela queria seguir sua carreira como jornalista, mas não conseguiu. De uma certa forma, vivo a vida que ela não viveu."
- "As redes sociais são um grande avanço no sentido de serem um lugar onde se pode obter informações e se conectar com outras pessoas. Mas elas não mudam nada."
- "Temos que respeitar as crianças, ouvi-las, e, então, elas também vão ouvir. Precisamos tratá-las como seres humanos únicos e como parte de uma comunidade."
- "Dizer que as mudanças ocorrem de baixo para cima, que devemos usar nossas vozes sempre que pudermos. Sou feliz por ser uma escritora e ter acesso a leitores por meio dos livros e da imprensa. Faço o meu melhor para usar minha voz para refletir a voz dos que não têm esse espaço."
Minha Vida na Estrada foi lançado em 2015 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 2017. Na autobiografia, Steinem relembra passagens de sua trajetória pessoal e profissional, da atuação como jornalista nos anos 1960 à fundação da revista Ms., além de campanhas políticas, viagens e experiências que ajudaram a moldar seu ativismo feminista.
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