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Um em cada oito idosos teve depressão pela 1ª vez na pandemia

Estudo da Universidade de Toronto mostra que parcela de idosos foi muito afetada psicologicamente pela pandemia de covid-19

24 nov 2022 - 14h06
(atualizado às 14h08)
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Muitos idosos registraram depressão pela primeira vez na pandemia
Muitos idosos registraram depressão pela primeira vez na pandemia
Foto: Sabine van Erp / Pixabay

Um novo estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, realizado com mais de 20 mil idosos, mostrou que um em cada oito deles desenvolveu depressão na pandemia de covid-19, sem nunca ter tido a doença antes.

Já os que já haviam apresentado o quadro no passado tiveram índices ainda piores durante o período pandêmico. Em 2020, quase metade (45%) desse grupo registrou estar deprimido.

O trabalho foi publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health e analisou respostas dadas ao Estudo Longitudinal Canadense sobre o Envelhecimento, que coletou dados dos participantes por cerca de sete anos. 

Outros estudos já haviam apontado o aumento de depressão em idosos durante a fase da pandemia, mas esse é o primeiro que mostrou a incidência da doença pela primeira vez nessa parcela da população. 

“A alta taxa de depressão pela primeira vez em 2020 destaca o impacto substancial na saúde mental que a pandemia causou em um grupo anteriormente mentalmente saudável”, afirmou Andie MacNeil, mestre em Serviço Social pela Faculdade de Serviço Social Factor-Inwentash (FIFSW). 

De acordo com a coautora Sapriya Birk, a pandemia atingiu com mais força aqueles que já possuíam um histórico depressivo. Por isso os profissionais de saúde devem estar mais atentos a esses casos na triagem de pacientes. 

Solidão foi um dos fatores que influenciaram para a depressão entre idosos
Solidão foi um dos fatores que influenciaram para a depressão entre idosos
Foto: Vishnu Vasu / Pixabay

O que estava ligado à depressão?

Entre os fatores associados à depressão entre os mais velhos estavam renda e poupança insuficientes, solidão, dor crônica, dificuldade de acesso a cuidados de saúde, histórico de experiências adversas na infância e conflitos familiares.

Os indivíduos que se sentiam sozinhos, sentindo-se excluídos ou isolados, tiveram aproximadamente quatro a cinco vezes mais chances de depressão incidente e recorrente.

“Essas descobertas destacam a carga desproporcional de saúde mental suportada por indivíduos com baixo status socioeconômico durante a pandemia. Muitos desses fatores de risco socioeconômicos podem ter sido exacerbados pela precariedade econômica da pandemia, particularmente para indivíduos com menos recursos”, comentou a coautora e gerente científica da Agência de Saúde Pública do Canadá, Margaret de Groh. 

Outro coautor do estudo e também epidemiologista sênior da Agência de Saúde Pública do Canadá, Ying Jiang, acrescentou que conexões sociais e apoio social são essenciais para o bem-estar. Por isso, não surpreende que idosos tenham passado por dificuldades no lockdown. 

Os pesquisadores esperam que as descobertas possam ajudar profissionais de saúde e de assistência social a melhorarem a triagem direcionada e o alcance para identificar e atender os mais velhos com problemas de saúde mental.

Fonte: Redação Byte
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