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Trump diz que parceria com Xi em IA prejudicaria as empresas dos EUA

29 set 2026 - 13h23
(atualizado às 14h18)
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Resumo
Donald Trump rejeitou colaborar com a China na regulamentação da inteligência artificial para manter a liderança das empresas dos EUA no setor, apesar da crescente pressão política por supervisão após incidentes de segurança com sistemas da OpenAI e Anthropic. Para debater o avanço e o controle da tecnologia, o presidente se reunirá com líderes de gigantes como Meta, Google e Nvidia, embora tenha classificado os temores sobre potenciais ameaças letais da IA à humanidade como uma farsa.

O ‌presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na manhã desta terça-feira que não deseja colaborar com o presidente da China, Xi Jinping, na regulamentação da tecnologia de inteligência artificial, acrescentando que isso tornaria mais difícil para as empresas norte-americanas desenvolverem produtos de ⁠IA melhores do que os de suas concorrentes chinesas.

"Estamos à frente ‌da China e de todos os outros, e quero que continue assim", disse Trump em um evento em Washington na manhã ‌desta terça-feira.

Trump também disse que discutiu ‌IA com Xi quando o presidente chinês visitou os EUA ⁠na semana passada, acrescentando que os Estados Unidos já trabalham com o governo de Xi "de muitas maneiras".

A pressão sobre o governo Trump para lidar com os riscos da IA para a população está aumentando, depois que a OpenAI e a Anthropic relataram que seus ‌agentes de IA haviam agido de forma autônoma e invadido os ‌sistemas dos clientes sem ⁠receber instruções para ⁠isso. As invasões levaram pesquisadores a alertar que alguns desenvolvedores de IA ⁠acreditam que a tecnologia poderia ‌matar seres humanos dentro ‌de uma década, alimentando pedidos de ação tanto de parlamentares democratas quanto republicanos.

Trump se reunirá ainda nesta terça na Casa Branca com executivos do setor de tecnologia para discutir a ⁠tecnologia de IA. Dario Amodei, da Anthropic; Mark Zuckerberg, da Meta; Sundar Pichai, do Google; Jensen Huang, da Nvidia; Alex Karp, da Palantir; e Greg Brockman, da OpenAI, devem comparecer, de acordo com porta-vozes das empresas e ‌fontes a par dos planos da reunião. Pelo governo Trump, estarão presentes o assessor de tecnologia Michael Kratsios e o secretário ⁠de Comércio, Howard Lutnick, assim como o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Mike Johnson.

O encontro terá como foco encontrar um equilíbrio entre inovação e supervisão, disse o republicano Johnson na segunda-feira, à medida que as preocupações com o potencial de agentes de IA rebeldes de causar danos aos seres humanos se infiltraram na consciência pública, intensificando os apelos por regulamentação. Trump classificou os temores sobre a ameaça da IA à humanidade como uma "farsa".

A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário sobre os objetivos ou temas da reunião.

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