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Samsung Electronics e sindicato estendem negociações para evitar greve

18 mai 2026 - 11h25
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‌A Samsung Electronics e o sindicato de trabalhadores da companhia na Coreia do Sul planejam realizar mais negociações na terça-feira em uma tentativa de evitar a maior greve da história da gigante da tecnologia, em meio à preocupação de que uma paralisação de mais de 45.000 funcionários possa atingir a economia do país ⁠e interromper cadeias de suprimentos globais.

A ameaça de greve de 18 dias a partir ‌de quinta-feira ocorre em meio a uma grave escassez global de chips de memória.

As negociações de segunda-feira seguiram-se ao fracasso, na semana passada, de uma primeira ‌rodada de negociações mediadas pelo governo sul-coreano sobre ‌salários e bônus na maior fabricante de chips de memória do mundo, ⁠que responde por quase um quarto das exportações da Coreia do Sul.

Um representante do sindicato disse que as conversações continuarão na terça-feira e acrescentou que o sindicato está "engajado em negociações de boa fé".

Park Su-keun, presidente da Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, também disse que as negociações serão retomadas na terça-feira, depois de observar ‌que os dois lados permaneceram distantes nesta segunda-feira.

O sindicato exige que a Samsung retire ‌um limite de bônus de ⁠50% sobre os ⁠salários anuais e aloque 15% do lucro operacional anual para um pacote de bônus compartilhado pelos ⁠trabalhadores.

A Samsung propôs destinar de 9% a ‌10% do lucro operacional anual ‌para um bônus que deve exceder 200 trilhões de wons este ano, enquanto mantém o limite de 50% de pagamento de bônus, disse o sindicato.

AÇÕES SOBEM COM LIMINAR JUDICIAL

Para aumentar a pressão sobre o sindicato, um tribunal ⁠sul-coreano concedeu parcialmente o pedido da Samsung de uma liminar para impedir ações ilegais de trabalhadores durante a greve.

A decisão significa que milhares de funcionários podem ser obrigados a comparecer ao trabalho no caso de uma greve para evitar que alguns materiais e instalações de produção ‌sejam danificados. Cerca de 47.000 trabalhadores disseram que participarão da paralisação.

Um porta-voz do tribunal disse que os dois principais sindicatos podem enfrentar multas de 100 milhões ⁠de wons (US$72 mil) por dia cada um se não cumprirem a decisão, enquanto os líderes sindicais poderão ser multados em 10 milhões de wons por dia.

O sindicato disse em uma declaração que a decisão judicial não o impede de prosseguir com uma greve se as conversas não chegarem a um acordo.

A Samsung Electronics não quis comentar.

As autoridades do governo sul-coreano têm manifestado cada vez mais preocupação com uma greve, alertando que ela pode representar um risco significativo para o crescimento econômico, as exportações e os mercados financeiros do país.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, que é visto como líder de um governo favorável aos sindicatos, disse na rede social X nesta segunda-feira que os direitos de gestão devem ser respeitados tanto quanto os direitos trabalhistas.

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