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Reguladores da UE afirmam que não haverá isenção das regras de tecnologia para Apple, em meio a disputa sobre atraso na Siri AI

9 jun 2026 - 11h14
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Autoridades reguladoras da União Europeia criticaram duramente a Apple nesta terça-feira por atribuir às regras tecnológicas da UE a responsabilidade por sua decisão de não lançar, por enquanto, sua assistente Siri AI atualizada nos países do bloco, afirmando que rejeitaram o pedido da ⁠empresa de uma isenção de 18 meses de suas obrigações.

A fabricante ‌do iPhone informou nesta terça-feira que a Siri AI não estaria disponível inicialmente na UE em iPhones ou iPads e ‌criticou a Comissão Europeia por se recusar ‌a dialogar de forma construtiva com a empresa para ⁠garantir a privacidade e a segurança em seus dispositivos.

Ela informou aos reguladores seus planos de introduzir uma solulção intermediária por 18 meses para permitir que assistentes virtuais acessassem a Siri AI com segurança, mas o pedido foi recusado.

A Comissão rejeitou as críticas da ‌Apple.

"A decisão de não lançar a Siri AI na UE é ‌da Apple e somente ⁠da Apple", ⁠disse o porta-voz Thomas Regnier a repórteres em Bruxelas, afirmando que não há ⁠nada na Lei dos Mercados ‌Digitais (DMA) que impeça a ‌empresa de introduzir novos produtos na UE.

"A Apple simplesmente não conseguiu desenvolver soluções de interoperabilidade que atendessem aos padrões essenciais de privacidade e segurança da UE", disse Regnier.

"Em vez de ⁠tentar encontrar uma solução de conformidade adequada, a Apple simplesmente solicitou à Comissão Europeia uma isenção de suas obrigações de interoperabilidade previstas na DMA — e isso por pelo menos 18 meses. Isso não é uma opção."

A ‌Europa representou quase 27% das vendas totais da Apple em seu último ano fiscal. A empresa não divulga os números de ⁠vendas específicos para a UE.

No ano passado, a Apple afirmou que a DMA a havia forçado a adiar o lançamento de vários recursos na UE, incluindo o espelhamento do iPhone para o Mac e a tradução ao vivo com AirPods, bem como recursos baseados em localização no Maps.

A DMA visa conter o poder das grandes empresas de tecnologia, dar aos concorrentes mais margem de manobra para competir e aos consumidores mais opções. As violações da DMA podem custar às empresas multas de até 10% de seu faturamento anual global.

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