Paradoxo da segurança: por que o muro alto da sua casa pode estar colocando você em mais perigo
Estudo realizado pela Polícia Militar de Curitiba revelou que assaltantes preferem invadir casas com muros altos do que as com muro baixo
A violência é um problema social sério e uma das maiores questões dentro de grandes centros urbanos. Por essa razão, é natural que os cidadãos busquem formas de se proteger de tais violências. Em casos de invasão domiciliar e roubo, muitas famílias optam pela construção de muros enormes ao redor de suas residências para se proteger. Afinal, no senso comum, quanto mais alto o muro, mais protegido os moradores estão. Mas será que isso é mesmo verdade? Pode ser que não! De acordo com um estudo realizado há alguns anos pela Polícia Militar do Paraná, os muros altos não protegem casas e ainda podem ter o efeito contrário do esperado, atraindo ainda mais assaltantes.
Moradores de grandes cidades fazem de tudo para proteger suas casas
As invasões e os roubos a domicílio são ocorrências bastante comuns nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, cidades marcadas pela desigualdade social. De um lado, favelas e comunidades abarrotadas de gente, com casas e prédios baixos sem muros. Já do outro lado, no "asfalto", termo usado para referir-se às pessoas que moram fora das favelas, milhares de prédios e casas com muros cada vez mais altos.
Em um cenário marcado pela violência urbana, os muros altos passam a sensação de segurança, funcionando como se fosse uma barreira contra os possíveis perigos da rua. É como se os muros isolassem e protegessem os moradores do que está acontecendo do lado de fora. Além dos muros, cadeados, cães de guarda, sistemas de vigilância e ...
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