Os EUA ativaram o plano B antes que o Irã derrubasse seu último radar: desarmar a Coreia do Sul diante do novo "brinquedo" nuclear do Norte
Ou como um radar destruído no Oriente Médio pode acabar alterando o equilíbrio nuclear na península coreana
Existem infraestruturas militares tão raras e sofisticadas que apenas algumas poucas existem em todo o mundo. Algumas são projetadas para detectar mísseis a distâncias enormes e custam uma fortuna; outras são instaladas em países aliados a milhares de quilômetros de onde são fabricadas. Quando várias dessas peças desaparecem do tabuleiro simultaneamente, a segurança de regiões inteiras pode começar a depender de eventos que acontecem do outro lado do mundo.
Uma guerra que está consumindo as defesas do planeta. A ofensiva contra o Irã desencadeou um efeito dominó estratégico que se estende muito além do Oriente Médio. Após os ataques iranianos a infraestruturas críticas dos EUA, Washington se deparou com um problema inesperado: vários de seus mais sofisticados sistemas de alerta precoce e rastreamento (aqueles radares exclusivos capazes de detectar e coordenar a defesa contra mísseis balísticos) foram danificados ou destruídos, reduzindo drasticamente as capacidades de vigilância.
Dos oito radares mais avançados desse tipo possuídos pelos Estados Unidos, quatro foram retirados de serviço. Isso significa que outro golpe semelhante poderia deixar Washington praticamente cega para novas ondas de mísseis ou drones. Diante desse risco, a prioridade passou a ser proteger as bases americanas implantadas no Golfo e no Levante. O resultado foi uma decisão que revela até que ponto a guerra contra o Irã está sobrecarregando a arquitetura de defesa global: os Estados Unidos começaram a ...
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