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Os Estados Unidos tiveram uma ideia para tranquilizar a Europa; em vez de enviar soldados, vão aproximar suas armas nucleares da Rússia

O simples fato de essa possibilidade estar em discussão revela como a estratégia ocidental em relação a Moscou está mudando

2 jun 2026 - 12h42
(atualizado em 3/6/2026 às 14h18)
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Imagem de capa | Air Force, SJOERD HILCKMANN
Imagem de capa | Air Force, SJOERD HILCKMANN
Foto: Imagem de capa | Air Force, SJOERD HILCKMANN / Xataka

Em 1983, dezenas de milhares de mulheres cercaram uma base aérea britânica para protestar contra o destacamento de mísseis nucleares americanos. Essa mobilização, conhecida na época como Greenham Common, tornou-se um dos maiores símbolos antinucleares da Guerra Fria e demonstrou o quanto a localização dessas armas poderia alterar a política europeia.

Menos soldados, mais "nuclear"

Há meses, a Europa tenta decifrar o verdadeiro significado dessa mudança estratégica dos EUA. A redução de tropas, a retirada de alguns sistemas militares e a crescente prioridade dada ao Indo-Pacífico alimentaram o temor de que Washington esteja se distanciando gradualmente do continente.

No entanto, discussões realizadas no âmbito da OTAN apontam para uma resposta muito diferente da esperada. Em vez de reforçar sua presença convencional, os Estados Unidos estariam preparados para expandir o destacamento de capacidades nucleares na Europa, a fim de demonstrar que seu compromisso com a defesa do continente permanece inabalável.

A ideia é simples, porém poderosa: se houver menos tropas americanas em solo europeu, o guarda-chuva nuclear deve permanecer visível e crível, ainda mais "próximo".

Quanto mais próximo da Rússia, maior o interesse

Sem dúvida, os aliados mais interessados nessa possibilidade são justamente aqueles que observam a Rússia na linha de frente. A Polônia encabeça a lista de candidatos a abrigar capacidades nucleares americanas há anos, e alguns Estados bálticos também manifestaram ...

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