O último ataque da Ucrânia à Rússia confirmou algo que já se suspeitava: a guerra deixou de ser uma questão geográfica
As capacidades tecnológicas atuais (drones de longo alcance, IA embarcada, sistemas de navegação autônoma) estão corroendo as barreiras geográficas
Aconteceu na última segunda-feira (2/6) e já é considerado pela maioria dos analistas como o golpe mais importante de Kiev desde o início do conflito. No entanto, para além do impacto que terá na guerra, o ataque sem precedentes de um enxame de drones ucranianos em território russo confirma algo que já se intuía quase desde o começo do conflito entre as duas nações: o fim da guerra localizada.
Golpes cirúrgicos à distância
A luta que acontece na Ucrânia mudou para sempre o conceito de guerra com o uso e a aparição de um novo ator: os drones (de baixo custo). Nesse sentido, embora ambos os lados tenham desenvolvido seus enxames, a Ucrânia, motivada pela falta de artilharia e recursos, se destacou como pioneira em muitos aspectos.
Na última operação, batizada de "Spiderweb", mais de 40 aeronaves foram atingidas em diversas bases aéreas russas, incluindo bombardeiros estratégicos Tu-95 e Tu-22M3, assim como um dos poucos aviões de alerta antecipado A-50 que Moscou ainda possui.
A operação não apenas diminui de forma tangível a capacidade ofensiva russa, mas compromete sua frota de longo alcance, fundamental para os ataques de mísseis lançados de território russo além do alcance das defesas ucranianas. Contudo, o ataque "à distância" é apenas mais um episódio no histórico do conflito. A guerra deixou de ser uma questão puramente geográfica.
O coração da Marinha russa
De fato, paralelamente aos ataques aéreos, a Ucrânia também conseguiu causar em 2022 danos sérios à Frota do...
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